Venda de recargas por tempo ou carga completa se consolida como tendência de mercado no Carnaval 2026.
A cena é um clássico do Carnaval: no auge do bloco, quando você saca o celular para registrar aquele momento épico ou chamar um carro de aplicativo para ir embora, a tela apaga. O desespero de ficar desconectado no meio da multidão, no entanto, deu origem à maior tendência de negócio da folia em 2026: o aluguel de power banks e recarga itinerante.
Como funciona o “Socorro Elétrico”
A dinâmica é pensada para a agilidade que a rua exige. Os empreendedores circulam entre os foliões com mochilas ou coletes adaptados, carregando diversas baterias externas e cabos para todos os modelos de aparelhos (USB-C, Lightning e Micro-USB).
As modalidades de serviço variam conforme a necessidade do cliente:
- Recarga Rápida: O folião paga um valor fixo (geralmente a partir de R$ 10) para carregar o celular por 15 ou 30 minutos ao lado do vendedor.
- Aluguel com Caução: Para quem não quer ficar parado, é possível levar o power bank mediante um depósito de garantia, devolvendo o equipamento em pontos de encontro predeterminados.
- Pontos Fixos Improvisados: Moradores de trajetos dos blocos também entraram na onda, disponibilizando extensões e tomadas domésticas para os passantes.
⚠️ Segurança em primeiro lugar
Apesar da conveniência, especialistas em segurança digital fazem alertas importantes para evitar que a busca por energia vire uma dor de cabeça:
- Cuidado com o “Juice Jacking”: Existe um risco (embora menor em baterias simples) de transferência de dados maliciosa via cabos USB. A recomendação é usar o seu próprio cabo sempre que possível, conectando-o ao carregador do vendedor.
- Aparelho Bloqueado: Nunca, sob hipótese alguma, entregue seu celular desbloqueado ao vendedor ou o perca de vista durante a recarga.
- Segurança Física: Prefira realizar a recarga em locais movimentados e evite manusear dinheiro ou cartões de forma exposta enquanto aguarda.
“O lucro é rápido porque resolvemos uma dor imediata. Ninguém quer ficar sozinho e sem comunicação no Carnaval”, afirma um dos ambulantes que investiu no kit de baterias para este ano.







