Escola abriu a segunda noite de desfiles na Aldeia, com enredo sobre força feminina e ancestralidade
A segunda noite de desfiles do Carnaval da capital paraense, pelo CarnaBelém 2026, foi marcada por emoção, espiritualidade e identidade cultural na Aldeia Amazônica. Quem abriu a programação foi a Escola de Samba da Matinha, que levou para a avenida o enredo “Iá! É na Matinha que a Padilha vai girar!”.
A agremiação apresentou uma proposta que destacou a força simbólica de Maria Padilha, figura presente nas tradições de matriz africana, ressaltando sua representatividade histórica, cultural e espiritual. O desfile apostou em uma narrativa que uniu religiosidade, resistência e protagonismo feminino, traduzidos em alegorias, fantasias e na cadência do samba-enredo.


Segundo a direção da escola, a construção do espetáculo envolveu meses de planejamento e mobilização da comunidade.
“O enredo sobre Maria Padilha abordou a força da mulher e o empoderamento feminino, ressaltando a importância da mulher na sociedade. Maria Padilha possui uma história rica e, muitas vezes, mal interpretada. Na verdade, ela representou força, ancestralidade e a capacidade da mulher de se posicionar, de ter poder, elegância e ser quem e o que desejasse. Essa foi a principal razão para a escolha do enredo. Ele trouxe uma história extensa e marcante, com vivências profundas entre os integrantes da escola. Cada um carregava uma conexão pessoal com Maria Padilha, com as Pombagiras e com a espiritualidade, de formas distintas, o que culminou na construção desse desfile”, ressaltou Keityanne Pimentel, diretora da escola.

A escola também evidenciou o empenho dos segmentos, como comissão de frente, bateria, baianas e passistas, que levaram para a avenida um espetáculo marcado por emoção e identidade cultural.
“A concepção foi profundamente influenciada pela temática da escola, que celebrou Maria Padilha. A elaboração das fantasias, das baianas e de todo o conjunto foi pensada para enaltecer essa figura central. Viemos com determinação e confiança de que faríamos um desfile memorável e belíssimo. Foram meses de preparação. Utilizamos as cores vermelho, amarelo e preto, além das cores da escola, verde, amarelo, azul e branco para realçar a beleza e destacar os elementos que representam Maria Padilha. Ela foi o nosso ponto central”, afirmou Júnior Filho, diretor de harmonia.
Com forte presença da comunidade, a Matinha reforçou o vínculo histórico com o bairro e com o Carnaval da capital. Integrantes e apoiadores acompanharam cada detalhe da apresentação, celebrando a cultura popular paraense.
Nas arquibancadas, o público demonstrou entusiasmo e aprovou o espetáculo apresentado na segunda noite de desfiles.

“Foi maravilhoso, realmente maravilhoso. O que mais me encantou foi a comissão de frente, que estava esplendorosa, muito bonita. Valeu muito a pena ter vindo”, destacou Ivete Cunha, dona de casa.

“O desfile da Matinha foi belíssimo, e essa renovação do Carnaval de Belém foi algo muito positivo. Achei o enredo excelente e me emocionei com a apresentação”, contou Ana Paula Holles, funcionária pública que acompanhou a programação.

Após a apresentação da Matinha, outras escolas deram sequência à programação, mantendo o brilho e a diversidade cultural que marcaram mais uma noite de celebração do Carnaval em Belém.
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- Texto: Sabrina Linhares
Crédito: Márcio Nagano









