segunda-feira, março 2, 2026
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Ciência Cidadã: ‘Vem Passarinhar’ abre temporada 2026 com novas descobertas no Utinga

Observadores de aves iniciam o ano unindo educação ambiental e monitoramento da fauna no coração da capital paraense.

Na manhã de domingo (1º) no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna começou com o cenário ideal para os amantes da natureza: neblina, 22 graus e o despertar da floresta. A primeira edição de 2026 do projeto “Vem Passarinhar Belém” reuniu veteranos e iniciantes em uma caminhada que transformou as trilhas do parque em uma sala de aula a céu aberto, unindo lazer e monitoramento científico.

Descobertas e Monitoramento Participativo

Sob a condução da estudante de Ciências Biológicas Carla Rafaela Costa Dantas (Coapa), o grupo percorreu a via principal registrando a rica biodiversidade local. Ao longo de duas horas, foram avistados exemplares de:

  • Símbolos da Região: Ararajuba, tucano-do-papo-branco e acauã;
  • Curiosidades: Pica-pau-amarelo, gavião-carrapateiro e ninhos de beija-flor-de-veste-preta.

Um dos pontos altos foi o flagrante de um urutau em pleno “modo estátua”, exibindo sua camuflagem perfeita em um tronco, além da observação silenciosa de uma preguiça no topo de uma embaúba — momentos que reforçaram o convite do projeto para “desacelerar e respeitar o tempo da floresta”.

Ciência Cidadã e Pertencimento

Promovida pelo Ideflor-Bio em parceria com o Clube de Observação de Aves do Pará (Coapa), a iniciativa vai além do lazer. Cada ave registrada alimenta um banco de dados fundamental para a gestão da unidade de conservação.

Para o gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, o projeto fortalece o sentimento de posse da população sobre o patrimônio natural. “Mais do que observar aves, a iniciativa convida a reconhecer, no cotidiano da cidade, a força e a diversidade da natureza amazônica”, destacou.

Educação Ambiental na Prática

A participação de jovens lideranças, como Carla Rafaela, demonstra o sucesso do projeto em engajar novas gerações na conservação. A atividade consolidou o Utinga, mais uma vez, como um dos maiores refúgios de fauna em área urbana no Brasil, acessível a todos que desejam ouvir e ver a Amazônia de perto.

Foto: Sabrina Campos – IDEFLOR-Bio – Divulgação

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