Motoristas, cobradores, fiscais, mecânicos e vários outros funcionários da Empresa de Transportes Coletivos Viação Montecristo estão em greve desde ontem, terça-feira, 21. Eles reivindicam o pagamento dos salários atrasados desde o mês de abril, pagamento de vale-alimentação, férias e outros direitos que ficaram acertados durante a última manifestação, quando paralisaram as atividades na empresa, em decorrência da falta de pagamentos. A via está fechada entre as travessas Enéas Pinheiro e Pirajá, no bairro do Marco, em Belém.
A empresa Viação Montecristo tem garagem e administração localizada na Avenida Visconde de Inhaúma, também no mesmo bairro.
Segundo os rodoviários, além da falta de pagamentos dos funcionários e liberação do vale-alimentação, a empresa está com a frota de menos de vinte ônibus bastante sucateada e denunciam que “há dias que não tem óleo diesel para abastecer os veículos”.
Afirmam que o protesto é justo e que querem conversar com pessoas do Ministério Público do Trabalho para buscar uma solução viável para os trabalhadores que têm famílias e dívidas a pagar.
A manifestação começou por volta das 6h, apoiada pelo Sindicato dos Rodoviários do Estado do Pará.
Conforme as informações no local do protesto, eles estão liberando parcialmente a pista do BRT para passagens de ônibus, mas há momentos em que a via é fechada para forçar as negociações.

OUTRO LADO
O Setransbel informa que as empresas de transportes coletivos têm enfrentado uma série de problemas para manterem os serviços, tendo em vista a concorrência com outras opções de transportes públicos, além da manutenção do preço da passagem muito baixo, que não dá para cobrir os gastos com combustível, pneus, renovação da frota e pagamentos de funcionários.
Nos últimos dois anos, a Viação Montecristo é uma das empresas mais cheias de problemas, com constantes paralisações de trabalhadores que reclamam da falta de pagamentos.
Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagens: Reprodução






