quarta-feira, março 4, 2026
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Vídeo: Todos os acusados de estupro coletivo em Copacabana estão presos após últimos foragidos se entregarem

Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe Allegretti apresentaram-se nesta quarta (4); grupo é réu por estupro de vulnerável e cárcere privado após laudo confirmar brutalidade dos atos.

Com a rendição de Vitor Hugo Simonin (18) e Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18) nesta quarta-feira (4), todos os quatro maiores de idade indiciados pelo estupro coletivo de uma jovem de 17 anos em Copacabana estão sob custódia. Os outros dois acusados, Mattheus Verissimo e João Gabriel Bertho, haviam se entregue na véspera. Todos foram transferidos para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica.

Desdobramentos e Defesa

  • Vitor Hugo Simonin: Filho de um ex-subsecretário estadual (exonerado nesta quarta), Vitor Hugo apresentou-se na 12ª DP. Sua defesa nega o crime, afirmando que ele estava no local, mas não manteve relação sexual com a vítima. O advogado alegou que o cliente “não tem o que temer”.
  • Prisões Mantidas: A Justiça negou os pedidos de habeas corpus protocolados pela defesa de três dos acusados. O desembargador Luiz Noronha Dantas indeferiu os recursos, mantendo a prisão preventiva diante da gravidade dos fatos.

Brutalidade e Provas

A denúncia do Ministério Público, aceita pela 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e o Adolescente, destaca a violência empregada e a brutalidade dos atos. O laudo de exame de corpo de delito corroborou o relato da vítima, identificando:

  • Hemorragias e escoriações na região genital;
  • Presença de sangue no canal vaginal;
  • Equimoses (manchas de agressão) nas regiões dorsal e glútea.

Novas Vítimas e o Papel do Menor

O caso desencadeou uma onda de denúncias. Entre segunda e terça-feira, mais duas jovens procuraram a polícia relatando terem sido estupradas por integrantes do mesmo grupo em ocasiões anteriores. Uma delas afirma ter sofrido abusos aos 14 anos, com participação do único menor de idade envolvido no caso atual.

Sobre o adolescente investigado, o Ministério Público manifestou-se contrariamente ao pedido de internação, apesar de ele ser citado em pelo menos dois casos de estupro coletivo. O pedido de apreensão por fato análogo ao crime ainda segue em análise pela Vara da Infância e da Juventude.

Relembre o Crime

O crime ocorreu no dia 31 de janeiro, em um apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro. A vítima foi atraída pelo ex-namorado (o menor de idade) sob o pretexto de um encontro casual. No local, ela foi cercada por cinco indivíduos, impedida de sair e submetida a atos sexuais violentos, agressões físicas e cárcere privado. Câmeras de segurança registraram a movimentação do grupo e a saída da jovem do edifício.

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