Estrela do sertanejo explicou como a identificação do transtorno ajudou a organizar sua rotina intensa e trouxe paz para sua saúde mental.
A “Boiadeira” abriu o coração. Nesta quarta-feira (11), a cantora Ana Castela, de 22 anos, usou suas redes sociais para compartilhar um momento de autodescoberta: o diagnóstico de TDA (Transtorno de Déficit de Atenção). Em um relato sincero e aliviado, a artista afirmou que o resultado da consulta médica trouxe respostas para muitos de seus comportamentos cotidianos.
“Acabei de sair da consulta e vou te falar: agora minha vida fez sentido. Agora eu entendi tudo já. Vou ter que passar na neuropsicóloga também, mas, gente, agora, sim, a vida é linda”, declarou a cantora em vídeo.
Sem o “H”: Entenda a diferença
Um detalhe na fala de Ana chamou a atenção dos seguidores: a ausência da letra “H”, comum na sigla TDAH. A própria artista fez questão de esclarecer a dúvida técnica de forma direta: “Vocês estão falando que eu esqueci o ‘H’ do TDAH, pois o ‘H’ eu não tenho, só tenho o ‘A'”, explicou, referindo-se à ausência da hiperatividade física marcante em seu caso.
Antes da consulta, a sertaneja havia confessado aos fãs que sentia certo receio do diagnóstico, temendo que a lista de condições fosse extensa devido à intensidade de seus sintomas de desatenção.
Saiba Mais: TDA x TDAH
Embora parecidos, os diagnósticos possuem uma diferença fundamental no comportamento do paciente:
- TDA (Transtorno de Déficit de Atenção): É o quadro revelado por Ana Castela. O foco principal é a desatenção. O indivíduo apresenta grande dificuldade de concentração, problemas de organização, esquecimentos frequentes e distração fácil, mas sem a agitação motora extrema.
- TDAH (Com Hiperatividade): Além de todos os sintomas de desatenção, o diagnóstico inclui a hiperatividade e a impulsividade. São pessoas que têm dificuldade em ficar paradas, falam excessivamente e agem sem pensar nas consequências imediatas.
O papel do diagnóstico
A revelação de Ana Castela acende um alerta importante sobre a saúde mental. O diagnóstico tardio em adultos — especialmente em mulheres — tem se tornado comum e é essencial para que o paciente consiga organizar sua rotina e buscar tratamentos adequados, que podem incluir desde acompanhamento neuropsicológico até medicação, quando necessário.
No Pará, especialistas reforçam que a busca por um neuropediatra ou psiquiatra é o primeiro passo para quem se identifica com os sintomas relatados pela “Boiadeira”.







