Com a chegada próxima do verão amazônico, período de estiagem que reduz drasticamente as chuvas na região, o deputado federal Keniston Braga (MDB-PA) tem reforçado a cobrança por ações imediatas nas rodovias do Pará, com atenção especial à Rodovia Transamazônica, considerada estratégica e, ao mesmo tempo, símbolo histórico de precariedade.
A avaliação do parlamentar ocorre em um momento em que o governo federal anuncia investimentos e retomadas de obras. Em janeiro de 2026, o Ministério dos Transportes confirmou a pavimentação de trechos e a substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto na BR-230, além de novas intervenções em rodovias estaduais e federais no estado. Ainda assim, persistem gargalos críticos.
“A população não pode continuar refém da lama no inverno e da poeira no verão. O Pará precisa de rodovias trafegáveis o ano inteiro”, afirma Keniston. “O verão amazônico é a janela ideal para executar obras estruturantes. Perder esse momento é condenar municípios ao isolamento”, adverte.
A Rodovia Transamazônica, com mais de 4 mil quilômetros de extensão, atravessa áreas essenciais do estado, conectando polos como Altamira, Marabá e Itaituba. Concebida ainda na década de 1970, permanece em grande parte sem pavimentação, o que compromete o tráfego especialmente no período chuvoso, quando trechos se tornam praticamente intransitáveis.
Relatos recentes indicam que segmentos entre Uruará e Medicilândia chegaram a ficar intrafegáveis, evidenciando a vulnerabilidade logística da região. Ao mesmo tempo, há previsão de início de obras e manutenção ainda em 2026, incluindo recuperação asfáltica e construção de pontes, com recursos já disponibilizados ao DNIT.
Para o deputado Keniston, o problema não é apenas de infraestrutura, mas de desenvolvimento regional. “Sem estrada, não há escoamento da produção, não há acesso à saúde e à educação. Estamos falando de dignidade e de integração econômica”, diz. “A Transamazônica não pode continuar sendo lembrada apenas como uma promessa inacabada.”
O deputado também defende maior fiscalização sobre contratos e prazos. “Não basta anunciar investimento. É preciso garantir execução. Vou acompanhar de perto cada obra e cobrar transparência. O Pará não pode esperar mais décadas por soluções”, afirma.
Na avaliação dele, a urgência é agravada pelo calendário climático. “Estamos entrando no período em que as máquinas conseguem trabalhar. É agora que se resolve o problema. Quando a chuva voltar, será tarde para improvisos”, diz.
A situação das rodovias paraenses sintetiza uma situação recorrente. Um estado com forte potencial logístico e econômico, mas ainda dependente de vias precárias para se integrar plenamente ao restante do país. Entre promessas e avanços pontuais, o desafio segue aberto. Sem estrada firme, o Pará continua distante, mesmo dentro do próprio mapa.
Fonte e imagem: Assessoria Parlamentar









