O MUBENCO será inaugurado neste domingo (7) durante o Festival Bengola em Cores, transformando as ruas do Conjunto Xavante em uma galeria viva
A partir deste domingo (7), as ruas do bairro do Benguí, em Belém, ganham novas cores e significados com a inauguração do MUBENCO – Museu Bengola em Cores de Graffiti. Trata-se de um museu a céu aberto que reúne sete murais permanentes espalhados pelos conjuntos Xavante I, II e III, transformando a paisagem urbana da comunidade em uma galeria viva de arte contemporânea.
A abertura oficial acontece durante o Festival Bengola em Cores – Traços Cabanos, realizado na Praça Nossa Senhora das Vitórias, com entrada gratuita e uma programação cultural intensa que se estende ao longo da tarde e da noite. O projeto é fruto da trajetória do coletivo Tinta Preta Produções, que desde 2018 desenvolve intervenções artísticas e atividades educativas na região. A iniciativa conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, por meio do Ministério da Cultura e do Governo Federal.
Abaixo, confira os detalhes sobre o conceito do museu, as técnicas utilizadas e o cronograma completo do festival.
Arte, Memória e Inclusão na Periferia
Com o tema “Traços Cabanos”, o festival deste ano traça um paralelo histórico entre a memória da Cabanagem — importante revolta popular do Pará — e as lutas contemporâneas dos moradores do Benguí através da cultura urbana. Criado com a proposta de se tornar um espaço permanente de visitação e de turismo cultural de base comunitária, o museu busca valorizar a produção artística do Norte e Nordeste.
“Acreditamos que descentralizar o acesso à arte é uma das principais motivações da nossa ação. Queremos criar experiências, principalmente para jovens e crianças, de contato com o fazer artístico pensado e direcionado para a periferia”, afirma a grafiteira e arte-educadora Mina Ribeirinha, uma das idealizadoras do projeto.
Nesta primeira edição, participam os grafiteiros NSW, Negônica, Larissx, Mamacyta, Catatal, Mina Ribeirinha e WBS. Cada um assina um mural explorando linguagens que versam sobre ancestralidade, cultura hip-hop, memória coletiva e vivências periféricas.
- Técnicas utilizadas: O público poderá contemplar estilos tradicionais da cultura de rua, como o wild style (letras complexas e tridimensionais) e o BOMB (letras arredondadas e rápidas).
- Acessibilidade: Um dos grandes destaques é o mural de Mina Ribeirinha. Em homenagem a Maria Luísa — mulher negra, militante e empreendedora —, a obra incorpora elementos táteis que podem ser tocados, permitindo também a apreciação e inclusão de pessoas com baixa visão.
Programação Completa do Festival
Além da entrega dos murais permanentes, o festival na Praça Nossa Senhora das Vitórias contará com feira criativa, competições de arte ao vivo e diversas atrações musicais. Veja o cronograma:
- 15h: Abertura com a Feira Criativa.
- 16h: Apresentação cultural com o Grupo Paranativo.
- 17h: Batalha de BOMB (competição de grafiteiros produzindo obras ao vivo).
- 18h: Sarau em Movimento, reunindo poesia, literatura, teatro e manifestações da cultura afro e periférica.
- 19h: Programação musical com o DJ Daniel Moraes.
- 20h: Show da rapper paraense Bruna BG.
- 21h: Encerramento com o cantor Lima Neto, levando o melhor do brega retrô e do brega marcante para o público do Benguí.
Serviço
- Inauguração do MUBENCO – Museu Bengola em Cores de Graffiti
- Data: domingo, 7 de junho
- Local: Praça Nossa Senhora das Vitórias, bairro do Benguí, em Belém
- Entrada gratuita
Foto: Marcelo Leal e WBS










