Com 142 anos de história, o Bosque Rodrigues Alves é um dos principais patrimônios naturais e históricos de Belém. Em seus 15 hectares, o espaço abriga mais de 10 mil árvores e cerca de 435 animais, consolidando-se como um verdadeiro santuário da fauna e da flora amazônica.
Além de oferecer lazer à população, o espaço também atua como ferramenta de educação ambiental, recebendo escolas para visitas guiadas que estimulam o aprendizado sobre preservação da biodiversidade.
Uma experiência diferente de educação ambiental marcou a programação deste domingo (15) no Bosque Rodrigues Alves – Jardim Botânico da Amazônia. Em parceria com a Iniciativa Inter-religiosa pelas Florestas Tropicais, o espaço recebeu a exibição em realidade virtual dos filmes Amazônia Viva e Amazônia Pra Sempre, proporcionando ao público uma vivência imersiva na floresta amazônica.
A atividade foi realizada na brinquedoteca do bosque e utilizou óculos de realidade virtual, que permitem aos participantes “entrar” no ambiente da floresta e acompanhar, de forma imersiva, imagens que mostram tanto a beleza natural da Amazônia quanto os desafios enfrentados para a sua preservação.
Tecnologia para aproximar o público da floresta
Os filmes exibidos têm cerca de dez minutos de duração e já foram apresentados em diferentes regiões do Brasil, além de receberem reconhecimento em festivais nacionais e internacionais.
De acordo com um representante da iniciativa organizadora, Gabriel Dias, a proposta é utilizar ferramentas interativas para estimular a reflexão sobre o futuro da Amazônia.
“A Iniciativa Inter-religiosa pelas Florestas Tropicais foi gerada pela ONU com o objetivo de trazer mais conscientização e também mais ações ambientais, por meio de informações científicas e exposições interativas, como é o caso da exibição dos filmes Amazônia Viva e Amazônia Pra Sempre. A ideia é mostrar o contraste entre a beleza da floresta e os problemas que ela enfrenta, além das consequências para a fauna, a flora e também para todos nós”, explicou Gabriel.
Segundo ele, os filmes também destacam o papel dos povos que historicamente contribuem para a preservação da floresta.
“Queremos lembrar que essa preservação envolve também os povos originários, indígenas e quilombolas, que sempre ajudaram no cuidado com as florestas. A ideia é mostrar que preservar a Amazônia significa preservar a vida como um todo”, acrescentou.

Experiência indicada a partir dos 12 anos
Por conta do uso dos óculos de realidade virtual e da abordagem do conteúdo, a experiência é recomendada principalmente para adolescentes e adultos. A idade indicada para assistir aos filmes utilizando o equipamento é a partir de 12 anos, quando os participantes já conseguem compreender de forma mais direta as mensagens transmitidas.
Para crianças menores, a iniciativa também desenvolve outras atividades educativas com linguagem mais lúdica. A organização mantém parcerias com instituições como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), que disponibiliza materiais didáticos e jogos interativos voltados à conscientização ambiental.
O administrador do Bosque, Josias Reis, ressaltou que atividades como essa reforçam o papel educativo do local.
“Trazer experiências como essa para dentro do Bosque fortalece o nosso trabalho de educação ambiental. Quando as pessoas têm contato com tecnologias que mostram a floresta de forma tão real, elas passam a compreender melhor a importância de preservar esse patrimônio natural que nós temos”, destacou o administrador do Bosque Rodrigues Alves.

Famílias destacam importância da atividade
Quem participou da experiência destacou o impacto da tecnologia na forma de perceber a floresta. O estudante Diego Jaques, de 13 anos, que visitava o Bosque com o irmão Lorenzo Jaques, de 12, contou que a sensação foi surpreendente.
“Parece que a gente está dentro da floresta mesmo. Dá para ver os detalhes e sentir como se estivesse andando pela Amazônia. Foi uma experiência muito legal e faz a gente pensar mais sobre cuidar da natureza”, relatou o estudante.
O pai dos dois, Mauro Jorge, morador do bairro do Souza, afirmou que atividades como essa ajudam no aprendizado das crianças.
“É muito importante trazer esse tipo de experiência para elas. As crianças aprendem de uma forma diferente, mais dinâmica. Quando elas sentem a floresta dessa maneira, entendem melhor porque precisamos preservá-la”, disse.
Outra visitante foi a pequena Eva Cruz, de 12 anos, que participou da atividade ao lado do pai, Roger Cruz, morador do bairro do Marco. Para ele, iniciativas educativas em espaços públicos contribuem para formar uma nova consciência ambiental.
“Esse tipo de atividade aproxima as crianças da realidade da Amazônia. Muitas vezes elas ouvem falar da floresta, mas não conseguem imaginar. Com a tecnologia, elas conseguem visualizar e entender a importância de cuidar desse patrimônio”, afirmou o pai.
O Bosque Rodrigues Alves funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 16h, permanecendo fechado às segundas-feiras para manutenção. A entrada custa R$ 2, com gratuidade para crianças de até 6 anos, idosos e pessoas com deficiência. Crianças de 7 a 12 anos pagam meia-entrada. No último domingo de cada mês, o acesso é gratuito para todos os visitantes.
Fonte e imagens: Agência Belém








