sábado, março 28, 2026
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Brasil continuará a apoiar a candidatura de Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU, diz Lula

Para Lula, Michelle Bachelet tem o ‘melhor currículo’ para ocupar a função. Nesta semana, governo de direita do Chile retirou o apoio à candidatura da ex-presidente do país.

Por g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em uma rede social neste sábado (28) que o Brasil continuará a apoiar, em conjunto com o México, a candidatura da ex-presidente do Chile Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

A manifestação de Lula ocorre quatro dias depois de o governo chileno retirar o apoio do país à candidatura de Bachelet. Atualmente, o Chile é presidido pelo direitista José Antonio Kast.

Na postagem, o petista disse que a chilena de centro-esquerda é “altamente qualificada” e tem o “melhor currículo para a função”.

“Ela tem todas as credenciais para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização, promovendo a paz, fortalecendo o multilateralismo e recolocando o tema do desenvolvimento sustentável no centro da agenda internacional”, afirmou o petista.

Além de ter presidido o Chile por duas vezes, Bachelet já ocupou os cargos de comissária da ONU para os Direitos Humanos e de diretora da ONU Mulheres.

Reforma do Conselho de Segurança da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem intensificado as críticas à estrutura das Nações Unidas, afirmando que a “paralisia” do Conselho de Segurança diante de conflitos como os de Gaza e da Ucrânia demonstra o enfraquecimento político da entidade.

Lula afirma que o órgão, da forma como está estruturado, perdeu sua “autoridade moral” e eficácia, tornando-se omisso.

Para o petista, a reforma do Conselho é urgente e deve incluir a entrada de novos membros permanentes, especialmente de países da América Latina e da África.

O presidente brasileiro diz que o atual direito de veto — exercido apenas pelas grandes potências — cria uma situação que impede ações de paz e permite que as próprias nações que deveriam zelar pela segurança global acabem envolvidas diretamente nas guerras ou em sua manutenção.

Como funciona o Conselho de Segurança

O Conselho de Segurança é o órgão da ONU responsável por zelar pela paz e a segurança internacional, tendo o poder de autorizar missões e aplicar sanções. Ele é composto por 15 países, divididos em dois grupos:

  • Membros permanentes (5 países): possuem o chamado poder de veto, o que significa que, se apenas um deles votar contra uma resolução, ela não é aprovada, independentemente do apoio dos outros membros.
  • Membros não-permanentes (10 países): são eleitos pela Assembleia Geral para mandatos rotativos de dois anos. Embora participem das decisões e tenham direito a voto, eles não possuem o poder de veto.

Os membros permanentes são:

  • Estados Unidos
  • Rússia
  • China
  • França
  • Reino Unido

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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