sexta-feira, março 6, 2026
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Caravana dos Povos Indígenas chega à etnorregião de Jacareacanga-Itaituba

Mobilização liderada pela Sepi fortalece protagonismo indígena nos preparativos para a COP30

A Caravana dos Povos Indígenas rumo à COP30 chega, nesta quinta-feira (31), à etnorregião de Jacareacanga-Itaituba, no sudoeste do Pará. A programação será realizada na Quadra Ludeilson Baia, em Jacareacanga, e reunirá lideranças de nove terras indígenas da região.

A ação é promovida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria dos Povos Indígenas do Pará (Sepi), com apoio do Banpará, e integra a mobilização dos povos originários para a 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro, em Belém.

Entre os principais objetivos da Caravana estão a escuta ativa nos territórios, a formulação conjunta de políticas públicas e a preparação dos povos indígenas para uma participação efetiva na conferência climática.

A etnorregião contempla as terras indígenas Munduruku, Praia do Mangue, Praia do Índio, Kayabi, Sai-Cinza, Daje Kap Ap, Sawre Bapi’n, Sawre Jaybu e Sawre Maybu, com presença dos povos Munduruku, Apiaká e também de povos isolados, sob proteção integral.

Durante o evento, serão realizadas oficinas, rodas de conversa e escutas com lideranças locais, abordando temas como mudanças climáticas, direitos indígenas, educação, cultura, proteção territorial e propostas para a COP30.

 “Estamos chegando a mais uma etnorregião com a certeza de que cada parada da Caravana é um passo importante na construção da COP30 que queremos: com os povos indígenas no centro das decisões”, afirmou Puyr Tembé, secretária dos Povos Indígenas do Pará.

A Caravana já percorreu outras etnorregiões do estado, promovendo espaços de diálogo e articulação. A expectativa é que a iniciativa alcance todas as oito etnorregiões indígenas do Pará, consolidando estratégias para garantir a representatividade e o protagonismo dos povos originários na conferência global.

Com a COP30 sendo realizada pela primeira vez na Amazônia, a mobilização reafirma o papel central dos povos indígenas como guardiões da floresta e do clima, fortalecendo a atuação conjunta com o Estado na defesa do território e da vida.

Imagem: Agência Pará

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