Vítima descobriu os vídeos no celular do próprio patrão; suspeito confessou o crime, mas responde em liberdade e acumula outras denúncias de assédio.
Uma ex-funcionária de uma imobiliária em Santa Juliana, no Triângulo Mineiro, descobriu que era gravada sem consentimento no banheiro do local de trabalho. O principal suspeito é o proprietário da empresa, um empresário de 53 anos, que admitiu ter escondido o próprio celular no cômodo para registrar as imagens. O caso é investigado pela Polícia Civil pelos crimes de importunação sexual e registro não autorizado da intimidade sexual.
A vítima, que já não integra o quadro da empresa, descobriu o material no dia 29 de junho. Na ocasião, o empregador solicitou que ela usasse o celular dele — que estava desbloqueado — para realizar um pagamento. Ao manusear o aparelho, a mulher encontrou múltiplos arquivos em que aparecia nua dentro do banheiro corporativo. Diante das evidências, registrou as provas e acionou a Polícia Militar.
Desdobramentos e Histórico
Inicialmente, o empresário negou a prática, mas confessou aos policiais que posicionava o aparelho no local para filmar a colaboradora, alegando que não havia compartilhado os vídeos. O homem chegou a ser preso em flagrante pela PM, mas acabou liberado posteriormente. O empresário também é alvo de relatos de outras funcionárias e ex-funcionárias. Em publicações em redes sociais, relata-se um histórico de assédio no ambiente de trabalho, incluindo episódios em que ele teria exibido os órgãos genitais.
O processo corre sob segredo de Justiça. Em nota, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou o sigilo e informou que não pode fornecer detalhes sobre o andamento das investigações. A defesa do empresário não respondeu aos contatos da imprensa para se manifestar.





