Ataques entre EUA e Irã acendem alerta no mercado e pressionam preços de combustíveis globais.
O mercado financeiro iniciou a segunda-feira (31/8) sob forte impacto das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A cotação do dólar abriu o dia em ritmo de queda no Brasil, sendo negociada a R$ 5,17 às 10h28, o que representa uma desvalorização de 0,39%. Por outro lado, a escalada nas hostilidades militares impulsionou o preço das commodities energéticas, com disparada expressiva na cotação do petróleo.
Às 10h25, o barril de petróleo do tipo Brent — referência para o comércio internacional — registrava alta de 5,17% nas últimas 24 horas, atingindo o valor de US$ 90,57. A alta acelerada reflete o receio do mercado quanto ao fornecimento global do insumo após os novos confrontos na região.
Ataques na ilha de Larak e retaliação na Jordânia
O principal vetor da volatilidade nos mercados foi a retomada direta dos ataques envolvendo forças dos Estados Unidos e do Irã. No domingo (30/8), militares norte-americanos bombardearam dois lançadores de mísseis da Guarda Revolucionária do Irã posicionados na ilha de Larak. A ação marcou a primeira ofensiva militar direta dos EUA em território iraniano desde meados de junho.
A localização do ataque acendeu alertas no comércio global por estar situada no Estreito de Ormuz. O corredor marítimo, que possui cerca de 50 quilômetros de largura e conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, é considerado uma das rotas energéticas mais estratégicas do planeta, sendo responsável pelo trânsito de aproximadamente 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo antes do início das rivalidades armadas.
A resposta iraniana ocorreu ainda na noite de domingo. Em retaliação à investida na ilha de Larak, a Guarda Revolucionária do Irã lançou bombardeios contra duas bases militares norte-americanas localizadas na Jordânia, elevando o estado de alerta e a incerteza quanto aos desdobramentos do conflito.
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