O turismo esportivo e o turismo de bem-estar estão entre as modalidades que mais despertam o interesse dos viajantes brasileiros. É o que revela um estudo do Ministério do Turismo, em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, que indica o Turismo de Bem-Estar (15%) e o Turismo Esportivo (14%) como algumas das experiências de maior interesse na escolha do próximo destino.
A tendência também é observada em pesquisas internacionais. Levantamento global divulgado em janeiro pela Priority Pass com mais de 12 mil viajantes em 20 mercados, incluindo o Brasil, aponta que viagens motivadas por esporte e bem-estar vêm ganhando protagonismo. Segundo o estudo, quase metade dos viajantes (47%) afirma viajar principalmente por bem-estar, enquanto 20% têm o esporte como principal motivador e 33% combinam as duas experiências.
No Brasil, que dispõe de uma biodiversidade única, o turismo de bem-estar engloba roteiros gastronômicos, spas, resorts, entre outros e locais que valorizam práticas sustentáveis. O fomento à sustentabilidade, inclusive, fortalecendo iniciativas de base comunitária, é uma das prioridades do Ministério do Turismo.
Seguindo o Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027, o Brasil elevou o protagonismo do setor na sustentabilidade. Uma das diretrizes foi fortalecer povos tradicionais, como com o lançamento de um inédito Mapeamento do Turismo em Comunidades Indígenas. Já por meio do Programa Rotas Negras, a Pasta incentivou roteiros e negócios que valorizam a cultura afro-brasileira e o combate ao racismo, criando, igualmente, oportunidades de trabalho e renda.
Já o turismo esportivo inclui visitas a estádios, centros de treinamento e museus e movimenta setores importantes da cadeira turística nacional, como bares e restaurantes, hotéis, transportes e o setor aéreo.
No país do futebol, o esporte se destaca como o grande ponto alto do turismo esportivo brasileiro. Mais do que um jogo, ele é parte da identidade nacional, presente nas ruas, nos estádios e no cotidiano da população. A paixão pelo futebol se integra à Rota de Futebol do Mercosul que conecta o Brasil aos países vizinhos do continente. Estádios como o Maracanã (RJ), Arena BRB Mané Garrincha (DF), Beira-Rio (RS), Arena Castelão (CE), Estádio Mangueirão (PA), entre outros, compõem a Rota no Brasil.
DIAS
Entre os entrevistados, 60% afirmam que relaxar, recarregar as energias e se desconectar da rotina são os principais motivos para esse tipo de deslocamento. Também aparecem como fatores relevantes o cuidado com a saúde mental, a cura emocional, a melhora da condição física e a pausa no uso excessivo da tecnologia. De acordo com a pesquisa da Priority Pass, 64% dos turistas que optam por viagens de bem-estar permanecem cinco dias ou mais no destino, o que contribui para maior consumo de serviços e experiências locais.
No caso do turismo esportivo, a emoção de acompanhar eventos ao vivo é o principal atrativo, motivando 49% dos viajantes desse perfil. Segundo o levantamento, 62% dos turistas esportivos permanecem até quatro dias no destino, o que reforça o potencial desse segmento para impulsionar o fluxo turístico em períodos estratégicos do calendário esportivo.
ECONOMIA
Se o momento do turista é de relaxar e mergulhar no universo esportivo, para outros é a hora de faturar. Em 2025, o setor encerrou o ano com cerca de 1,9 milhão de admissões com carteira assinada no país, totalizando um saldo positivo de mais de 80 mil novos empregos formais. Somente de janeiro a outubro do ano passado, o turismo brasileiro faturou R$ 185 bilhões, o maior valor já registrado.
Os dados reforçam o papel do esporte e do bem-estar, além de outros setores, como vetores estratégicos para o fortalecimento do turismo brasileiro, ampliando oportunidades de desenvolvimento regional, geração de emprego e diversificação da oferta turística no país.
Já em relação ao turismo internacional, o Brasil também alcançou o maior volume de receitas da história com o segmento. De janeiro a dezembro do ano passado, os gastos de visitantes de outros países somaram cerca de US$ 7,9 bilhões (R$ 41,5 bilhões), um crescimento de 7,1% em relação a 2024.
METODOLOGIA DA PESQUISA
A pesquisa da Priority Pass ouviu 12.557 viajantes de 20 mercados, entre os dias 05 e 26 de setembro de 2025. No Brasil, foram 525. Os demais países que participaram foram Canadá (522), Colômbia (525), Alemanha (509), Hong Kong (RAE) (524), Índia (1050), Indonésia (1049), Itália (525), Japão (521), México (525), Países Nórdicos (Suécia, Noruega e Dinamarca, 531), Peru (521), Arábia Saudita (526), Singapura (523), Coreia do Sul (517), Tailândia (525), Turquia (525), Emirados Árabes Unidos (516), Reino Unido (1049) e Estados Unidos (1049).
Por Marco Guimarães/Ministério do Turismo







