quarta-feira, março 4, 2026
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Forte do Presépio celebra aniversário de Belém com programação educativa especial

Atividades de arte e observação de grafismos marajoaras aproximam o público da história milenar da Amazônia.

Em celebração aos 410 anos de Belém, o Governo do Pará, via Secretaria de Estado de Cultura (Secult), promoveu uma oficina educativa no Museu do Forte do Presépio na última segunda-feira (12). A ação, integrada à programação do Preamar Cabano, apresentou o projeto “Da Argila ao 3D: Urnas Marajoaras, Tempo e Tecnologia”, unindo práticas artísticas de desenho e pintura à análise dos grafismos ancestrais presentes no acervo.

A iniciativa congregou alunos, famílias e turistas em uma jornada mediada pelos educadores do Museu do Encontro. Durante a experiência, os participantes puderam explorar a estética das urnas marajoaras de forma inovadora, utilizando miniaturas confeccionadas por meio de impressão 3D como suporte para suas criações e pinturas.

Além do aprendizado técnico, a festividade reforçou o valor simbólico do Forte do Presépio como o marco inicial da capital. O espaço foi destacado como um centro de encontros culturais e de preservação das heranças históricas que fundamentam a identidade da Amazônia ao longo dos séculos.

Igor Zampolo, diretor do Forte do Presépio, pontuou que a estratégia buscou democratizar o acesso ao museu por meio de uma dinâmica lúdica. Ao utilizar o desenho e a pintura para homenagear o aniversário da cidade, a instituição conseguiu estreitar o vínculo entre os visitantes e os elementos da cultura marajoara, alcançando pleno sucesso na proposta.

A metodologia da oficina foi organizada em dois momentos distintos: a primeira hora foi dedicada exclusivamente ao desenho e à pintura livre, enquanto a segunda etapa focou na aplicação prática de grafismos marajoaras sobre as réplicas em miniatura, permitindo um contato direto com a simbologia indígena.

Os visitantes foram incentivados a analisar os detalhes das urnas originais antes de reproduzirem as formas nas peças tecnológicas em 3D. Esse processo estimulou competências como a percepção visual e a concentração, promovendo uma reflexão sobre como as técnicas de produção cerâmica evoluíram da antiguidade até a era digital.

Segundo Saint-Clair, um dos educadores responsáveis, o foco central foi criar uma ponte entre a sociedade e a cultura marajoara através da observação ativa. Para ele, o projeto transformou as galerias do museu em um ambiente pulsante de aprendizado e troca cultural entre diferentes gerações.

Complementando a visão educativa, o técnico José Francisco observou que a oficina permitiu que o público se reconhecesse na própria história paraense. Ele destacou a participação de pessoas de todas as idades, que escolheram ícones culturais para pintar de forma lúdica, e defendeu a expansão de atividades similares para humanizar ainda mais os espaços museológicos.

Ao encerrar a programação, a Secult reafirmou seu compromisso com a oferta de atividades que unam cultura e educação. Tais iniciativas são vistas como fundamentais para garantir que a população valorize e proteja o rico patrimônio histórico e cultural que define a região amazônica.

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