domingo, agosto 31, 2025
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Gaby Amarantos faz a festa com ‘Rock doido’, álbum vibrante que soa como o set de DJ em aparelhagem de Belém

Artista paraense consegue transportar para o disco a energia das celebrações feitas ao som do tecnobrega nas periferias do Norte do Brasil.

Reprodução G1-Por Mauro Ferreira

Captar a energia de uma festa e transportá-las – a energia e a festa – para um disco é tarefa que geralmente resulta insatisfatória. Gaby Amarantos reverte essa expectativa e soa extremamente feliz em Rock doido, álbum que lançou ontem, 29 de agosto, com 22 músicas condensadas em 37 minutos.

O disco pode ser ouvido nos players digitais ou através de um curta-metragem de quase 22 minutos intitulado Rock doido – O filme e gravado na periferia de Belém (PA), no bairro da Condor.

Se no álbum Purakê (2021) a artista paraense emergiu de águas amazônicas com batidão pop tropical, Rock doido situa a cantora e compositora em terra firme, em clima de celebração. Estruturado como se fosse o set de um DJ numa aparelhagem, nome das festas realizadas nas periferias de Belém (PA) no universo do tecnobrega, o álbum tem a vibração de uma festa vivaz e potente.

A festa (ou rock, no dicionário do disco) é o assunto de músicas como Essa noite eu vou pro rockShort beira cu e Rock doido é meu lugar. Nesse ambiente festivo, inexiste lugar para a sofrência, como mostram Gaby e Lauana Prado, cantora sertaneja convidada para a festa em Não vou chorar.

Conterrânea de Gaby, a paraense Viviane Batidão também entra na celebração para cantar o tecnobrega Te amo, fudido. Os interlúdios Égua mana e Rock doido reforçam a sensação de que o ouvinte está seguindo a narrativa montada por um DJ no set de uma aparelhagem.

Faixa que exalta a periferia com dose forte de latinidade evidenciada pelo portunhol da letra, Tumbalatum junta Gaby com a Gang do Eletro em tema calcado na batida do tecnobrega. A latinidade também lateja em Bonito feio, mostrando a pulsação do som que bomba no Norte do Brasil.

A energia da gravação do álbum Rock doido é resultado tanto da produção musical – orquestrada por Gaby com MGZD, este também responsável pela mixagem – quanto da masterização assinada por técnicos do estúdio da gravadora Deck, parceira da artista na edição do disco lançada pelo selo Amarantos Eleva.

Mesmo que uma ou outra música tenha menor voltagem rítmica, casos de Foguinho e Carregador de aparelhagem, o álbum conceitual evolui sem perder o pique. A entrada de convidados como MC Dourado, presente em Cerveja voadora, contribui para manter a festa animada.

O álbum Rock doido cresce ainda mais se as músicas forem ouvidas com o reforço das imagens frenéticas do filme dirigido pela própria Gaby Amarantos com Guilherme Takshy e Naré. Enfim, com músicas que geralmente não ultrapassam os dois minutos, Rock doido é disco sensorial, carregado de energia. A festa é muito boa porque o bagulho é realmente doido.

Foto: Cris Vidal / Divulgação

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