Trabalhadores da empresa São José cobram salários e benefícios atrasados; paralisação afeta três linhas estratégicas que ligam bairros populosos ao centro da capital.
A semana começou com transtornos e longas esperas para cerca de 25 mil passageiros do transporte público em Belém. Desde o último domingo (25), os rodoviários da empresa de ônibus São José cruzaram os braços, paralisando totalmente a circulação de três linhas de grande fluxo que conectam bairros periféricos e populosos a pontos centrais da capital paraense.
A motivação do movimento grevista é o acúmulo de pendências trabalhistas. De acordo com os trabalhadores, a empresa vem acumulando atrasos recorrentes no pagamento de salários, do vale-alimentação e de verbas de férias — com débitos que chegam a três meses. A categoria também denuncia falhas no abastecimento de combustível da frota e a ausência do repasse de valores que foram descontados diretamente dos contracheques dos funcionários.
Linhas afetadas pela paralisação
A greve compromete diretamente o deslocamento diário de moradores de bairros como Canudos e Castanheira. As linhas paralisadas são:
- 323: Canudos – Praça Amazonas (Perimetral);
- 324: Canudos – Presidente Vargas;
- 912: Castanheira – Pátio Belém (Seletivo).
Setransbel aponta crise financeira no setor
Em nota oficial, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) declarou que a situação enfrentada pela Viação São José é reflexo de uma crise estrutural e financeira generalizada no sistema de mobilidade urbana da capital. A entidade argumenta que o setor sofre com a alta contínua do preço do óleo diesel, da manutenção e de peças, somada à queda no volume de passageiros pagantes.
Ainda segundo a Setransbel, negociações estão sendo conduzidas entre a diretoria da empresa, os representantes dos trabalhadores e o sindicato da categoria rodoviária, em busca de um acordo para a quitação dos débitos e o rápido restabelecimento do serviço prestado à população.








