Como um farol erguido sobre o nada,
A fé persiste, imóvel, austera e fria,
Guardando a alma, quando a noite tarda
E a dor silenciosa a desafia.
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Em vão se agita a sorte atormentada,
Que a vida em sombras ásperas confia,
Há sempre uma razão, grave e velada,
Que ordena o caos que o mundo cria.
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Se o infortúnio pesa – lento e severo –
Não clames, sofre, atento e resignado,
Que a dor também educa o espírito.
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Pois Deus governa, em desígnio austero,
O curso humano, exato e calculado,
Como um relógio eterno e infinito.
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Por Arnaldo Silva da Rosa
*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro da Academia de Letras de Belém-PA, membro efetivo, titular da cadeira 20.













