Arnaldo Silva da Rosa
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No princípio, o Verbo era a eterna claridade,
E em Deus repousava o mistério da existência;
Fez-se carne em Jesus, revelando a verdade,
Trazendo à noite humana a luz da transcendência.
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Maria, em seu silêncio, acolheu a eternidade,
E o “sim” de seu amor venceu toda resistência;
Em seus braços, Jesus, divina majestade,
Era a face de Deus, flor viva da Providência.
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Quando o orgulho ruir sob o peso dos anos,
E a solidão calar os últimos enganos,
Jesus há de brilhar no íntimo do ser.
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E Cristo, qual estrela em noite derradeira,
Há de guiar-nos pela estrada verdadeira,
Onde amar é viver, e em Jesus renascer.
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*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro efetivo da Academia de Letras de Belém-PA, titular da cadeira 20.







