segunda-feira, janeiro 12, 2026
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Polícias Científica e Civil realizam reprodução simulada em caso de suposto feminicídio

A Polícia Científica do Pará realizou na tarde desta quarta-feira, 1º, a reprodução simulada dos fatos relacionados à morte de Bruna Meireles Corrêa, 32 anos, ocorrida em março deste ano, em Belém. O procedimento, conduzido pelo Instituto de Criminalística da PCEPA, contou com apoio da Polícia Civil do Estado.

A reprodução simulada teve como objetivo levantar elementos que possam contribuir para o esclarecimento do caso, atualmente investigado sob sigilo pela Delegacia de Enfrentamento ao Feminicídio (Defem), vinculada à Divisão Especializada no Atendimento à Mulher.

A perita criminal Carolina Tavares explicou que a simulação buscou reconstituir a versão apresentada pelo investigado. “Como o caso ocorreu dentro de um veículo, o único depoimento é o do suspeito. Nossa intenção foi reproduzir esse relato e confrontá-lo com as demais perícias já realizadas, como a de local de crime, balística e DNA. Todo o procedimento foi registrado em fotos e vídeos, com o objetivo de confirmar as hipóteses possíveis e descartar as inconsistentes”, destacou a perita.

O exame contou com a presença de peritos criminais, policiais civis, representantes do Ministério Público e advogados das partes. A simulação foi baseada nas informações reunidas ao longo da investigação.

A delegada Adriany Carvalho, responsável pelo inquérito, ressaltou que a reprodução simulada é um recurso previsto no Código de Processo Penal e utilizado quando existem contradições ou dúvidas nas circunstâncias do crime.

“Esse procedimento nos ajuda a esclarecer como ocorreu o disparo que resultou na morte da vítima. A perícia foi solicitada pela Defesa, pelo Ministério Público e pela Polícia Civil justamente para tornar mais claras as circunstâncias do caso”, afirmou.

Segundo a delegada, o resultado da perícia será determinante para a conclusão do inquérito.

“Com o laudo, poderemos confirmar ou refutar a versão apresentada pelo investigado. Esse é o momento em que a palavra dele pode ser efetivamente confrontada com as evidências periciais”, concluiu.

Fonte e imagens: Agência Pará de Notícias

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