domingo, junho 14, 2026
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Primeiro Pavulagem 2026 tem serviços gratuitos no centro da capital paraense

Arraial do Pavulagem volta às ruas de Belém unindo tradição, cultura popular e trazendo serviços de cidadania para a população

As fitas coloridas dos chapéus começam a dançar ao vento e anunciam uma das tradições mais aguardadas pelos paraenses. Neste domingo, 14, o primeiro Arrastão do Arraial do Pavulagem voltou a tomar conta das ruas de Belém, reunindo milhares de pessoas em uma celebração que mistura música, identidade amazônica e sentimento de pertencimento.

Há 39 anos, o movimento cultural transforma as ruas da capital paraense em um grande palco a céu aberto, reunindo gerações em torno da valorização da cultura popular amazônica. Neste ano, além do tradicional cortejo, a programação conta com a parceria da Prefeitura de Belém, que leva serviços gratuitos de cidadania, saúde, inclusão e garantia de direitos ao público participante.

Para o músico e cofundador do Arraial do Pavulagem, Ronaldo Silva, a realização de mais uma temporada dos cortejos representa a força de uma manifestação cultural construída coletivamente ao longo das décadas.

“Estamos vivendo um período de festas populares e o Arraial do Pavulagem é uma contribuição para o fortalecimento da cultura brasileira praticada aqui na Amazônia. São 39 anos de resistência e hoje conseguimos realizar essa grande festa graças às leis de incentivo, aos parceiros, à Prefeitura, ao Governo do Estado e, principalmente, ao povo que mantém essa tradição viva. Desejo que façamos um cortejo bonito, em paz, e que todos retornem para casa com segurança”, destacou.

Enquanto os tambores ecoam pelas ruas do centro histórico, a população também encontra atendimento na Tenda de Direitos, espaço coordenado pela Prefeitura de Belém que reúne diversos órgãos municipais em uma atuação integrada de acolhimento e orientação.

Segundo a secretária municipal de Direitos Humanos, Larissa Martins, a iniciativa busca garantir que a cultura caminhe lado a lado com a promoção da cidadania.

“Nossa tenda já se tornou presença constante nos grandes eventos da cidade. Aqui oferecemos atividades para crianças, materiais educativos, serviços de saúde com testagem, distribuição de preservativos, encaminhamento para consultas médicas e também o protocolo de enfrentamento à violência. Caso alguém sofra qualquer tipo de agressão ou assédio, fazemos o encaminhamento imediato para toda a rede de proteção e segurança presente no evento. É um trabalho integrado para garantir direitos e permitir que todos aproveitem a programação com tranquilidade”, explicou.

A Secretaria Municipal da Mulher também participa da ação com atividades educativas voltadas ao combate ao assédio e à conscientização do público sobre o respeito às mulheres nos espaços de convivência.

“A gente precisa fortalecer esse debate porque, apesar de ser uma festa popular, o assédio ainda acontece. Nosso papel é conscientizar e orientar que não é não. Estamos reforçando essa mensagem por meio das campanhas educativas e da distribuição de materiais informativos, para que as mulheres se sintam respeitadas e seguras durante toda a programação”, ressaltou a secretária municipal da Mulher, Carla Figueiredo.

A atuação inclui ainda ações voltadas à inclusão e acessibilidade. Uma das iniciativas é o Camarote da Inclusão, destinado a pessoas com deficiência e pessoas autistas que se cadastram previamente para acompanhar o cortejo com mais conforto e segurança.

“Temos uma parceria com a Equatorial para garantir o funcionamento do Camarote da Inclusão. As pessoas realizam o cadastro antecipadamente e têm acesso a um espaço preparado especialmente para acolher pessoas com deficiência e autistas, contando com todo o suporte necessário oferecido pela Prefeitura de Belém”, acrescentou Larissa Martins.

Para quem participa diretamente do cortejo, o sentimento é de pertencimento. Integrante do Batalhão de Bailantes há dois anos, a estudante Gabriele Catarine de Moraes afirma que o Arraial do Pavulagem se tornou parte da história de sua família.

“O Pavulagem é felicidade. Todo mundo está sempre alegre, receptivo e disposto a compartilhar essa energia. Minha família inteira participa: minha mãe, minha tia, meu irmão e minha avó. Todos fazemos parte de algum batalhão. Estar aqui é uma alegria enorme porque encontro minha família, meus amigos e muitas pessoas que compartilham desse amor pela cultura. É uma tradição muito bonita e que merece ser cada vez mais valorizada. Quem participa como brincante sabe que existe uma energia única que é difícil explicar para quem acompanha apenas de fora”, contou.

Mantendo viva uma das mais importantes manifestações culturais da Amazônia, o Arraial do Pavulagem segue transformando as ruas de Belém em um grande encontro de ritmos, memórias e gerações.

“Isso é só o começo. Ainda teremos muitas atrações, participações especiais e grupos convidados ao longo das próximas semanas. Quem não conseguiu vir hoje ainda tem tempo de participar dos próximos cortejos. Todos estão convidados para viver essa experiência conosco”, finalizou.

Fonte e imagens: Agência Belém

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