A prisão de três pessoas pela Polícia Federal após o saque de R$ 500 mil em uma agência bancária de Belém provocou forte repercussão no meio evangélico paraense, especialmente entre lideranças ligadas à Convenção Interestadual de Ministros e Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Pará – Comieadepa, que congrega igrejas e obreiros.
Os presos são Felipe Linhares Paes, Ronaldy Rian da Silva e Michel Silva Ribeiro, sendo este último genro do deputado federal evangélico Raimundo Santos (PSD-PA) e servidor da Casa Civil do Estado. Investigadores encontraram nos celulares e agendas dos suspeitos menções a membros da Assembleia de Deus, como o senador Zequinha Marinho e o deputado federal Olival Marques.
A Polícia Federal apura se há relação com um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Fundação Cultural do Pará que somam R$ 3,8 milhões.
Nos bastidores da Assembleia de Deus, o clima é de perplexidade. Felipe atuou como colaborador frequente da campanha de Océlio Nauar à presidência da convenção, eleita no fim do ano passado. Pastores avaliam que a prisão dele gera insegurança sobre o impacto de possíveis vínculos entre política e gestão religiosa.
Ananias Nauar, irmão do presidente eleito da Comieadepa, também é citado nos bastidores. Segundo um pastor que pediu anonimato, “é de conhecimento que ele recebeu recursos, material gráfico e até recentemente utilizava um dos carros cedidos por Felipe”. A investigação se estende a 14 prefeituras, incluindo Ananindeua, Terra Alta e Muaná, ampliando a preocupação no meio evangélico sobre a credibilidade das instituições.
Diversos celulares apreendidos podem revelar novas conexões entre agentes públicos, pastores e operadores financeiros, mantendo líderes assembleianos em alerta sobre os desdobramentos. A Polícia Federal mantém o caso sob sigilo.
A reportagem pediu o posicionamento da defesa dos suspeitos, no entanto, até o fechamento desta edição, não obteve respostas. O espaço fica aberto.
Com informações da PF-PA







