Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira, 12, apontou que 49% dos brasileiros afirmam não confiar no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 43% dizem confiar na Corte. Outros 8% não souberam ou preferiram não responder.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Na comparação com a pesquisa anterior, realizada em agosto de 2025, houve aumento no índice de desconfiança e uma queda drástica na confiança. Naquele levantamento, 47% diziam não confiar no STF, enquanto 50% afirmavam confiar.
A confiança no tribunal varia bastante conforme o posicionamento político dos entrevistados. Entre eleitores que se identificam como lulistas, 71% dizem confiar no STF, enquanto 21% afirmam não confiar. Entre pessoas que se consideram de esquerda, mas não lulistas, 77% dizem confiar e 18% afirmam não confiar.
Já entre os eleitores independentes, 51% dizem não confiar no Supremo, contra 36% que afirmam confiar.
Nos segmentos mais ligados à direita, a desconfiança é maior. Entre eleitores de direita que não se identificam como apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 77% dizem não confiar no STF e 20% afirmam confiar. Entre os eleitores de Bolsonaro, o índice de desconfiança chega a 84%, enquanto 13% dizem confiar na Corte.
A pesquisa também mostra que 66% dos brasileiros consideram importante eleger senadores comprometidos com o impeachment de ministros do STF. Além disso, 59% dos entrevistados avaliam que o Supremo é aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre 72% dos entrevistados, há a consideração de que a Suprema Corte tem poder demais.
O levantamento também abordou o impacto do escândalo envolvendo o Banco Master nas escolhas eleitorais. Segundo os dados, 38% dos eleitores dizem que evitariam votar em qualquer candidato envolvido no caso. Outros 29% afirmam que levariam o tema em consideração junto com outros fatores na hora de escolher o voto. Já 20% dizem que o escândalo não influenciaria sua decisão.
Fonte e imagem: Portal Pleno.News







