Conhecido como “Caramelo”, o animal era querido por moradores do Jardim Três Marias; Polícia Civil tenta identificar o autor do crime.
Uma câmera de monitoramento registrou o momento em que Caramelo, um cachorro comunitário cuidado por moradores do Jardim Três Marias, na Zona Leste de São Paulo, foi morto a tiros. O crime aconteceu na Avenida Ragueb Chohfi e as imagens chocam pela violência: o animal foi atingido por cerca de dez disparos, falecendo no local antes de receber qualquer auxílio médico.
Embora o caso tenha ocorrido no dia 18 de janeiro, a investigação segue em curso. Um boletim de ocorrência por abuso a animais e disparo de arma de fogo foi formalizado e, até esta quinta-feira (29), a Polícia Civil continuava trabalhando para identificar e localizar o homem responsável pelo ataque brutal contra o cão.
Nas imagens gravadas, é possível ver Caramelo na área de acesso a um shopping, acompanhado por dois seguranças do estabelecimento. Em determinado momento da gravação, o cachorro começa a latir em direção à rua, o que leva um dos funcionários a abrir o portão de grade. O animal, então, permanece na calçada por alguns instantes.
A sequência do vídeo mostra um homem caminhando em direção ao cão, que reage latindo novamente. Sem hesitar, o suspeito saca uma arma de fogo e efetua uma sequência de disparos à queima-roupa contra o animal. Após cometer o crime, o agressor deixa o local caminhando tranquilamente, sem prestar socorro.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada e, ao chegar no local, conversou com um dos seguranças do shopping. O funcionário relatou que, antes dos disparos, o atirador estava discutindo e empurrando uma mulher na via pública, e foi essa confusão que provocou a reação de latidos intensos de Caramelo.
O segurança detalhou ainda que, assim que abriu o portão de saída, o animal avançou para a calçada. Foi nesse instante que o homem que brigava com a mulher sacou o armamento e descarregou contra o cachorro, demonstrando total descontrole diante da intervenção do animal na discussão que ele protagonizava.
Durante a perícia no local, os policiais militares encontraram três estojos de munição deflagrados e constataram que o corpo de Caramelo apresentava ao menos nove perfurações. A análise técnica do local do crime é um dos elementos que a Polícia Civil utiliza para tentar rastrear o tipo de arma utilizada pelo criminoso.
Em depoimento posterior na delegacia, o segurança reafirmou que o agressor estava em conflito com uma mulher quando decidiu atacar o cão. Ele estimou, inclusive, que o autor tenha efetuado cerca de 12 disparos ao todo, reforçando a tese de execução sumária do animal que apenas tentava defender o território.










