Camisa 10 se irrita com críticas sobre “tampar os ouvidos” para vaias e dispara: “Não tem ser humano que aguente”.
O clima na Vila Belmiro, que deveria ser de festa com o retorno de Neymar, transformou-se em um caldeirão de tensão e polêmica neste domingo. Após a derrota do Santos para o Fluminense por 3 a 2, válida pela 12ª rodada do Brasileirão, o craque santista protagonizou um episódio que incendiou as redes sociais e expôs a ferida aberta entre o ídolo e a torcida.
O Gesto da Discórdia
Ao deixar o gramado sob uma chuva de vaias após o apito final, Neymar foi flagrado com as mãos nos ouvidos. O gesto foi imediatamente interpretado por parte dos torcedores e da mídia como uma provocação, sugerindo que o camisa 10 estaria ignorando os protestos da arquibancada.
A reação do jogador, no entanto, foi explosiva. Em comentário a uma postagem da TNT Sports no Instagram, Neymar não poupou palavrões para negar a interpretação:
“Saí tapando a orelha é o KRL. Não posso nem coçar a porra do ouvido agora? Vai se foder, adm de merda”, disparou o craque.
Mais tarde, em seu próprio perfil, ele desabafou sobre a pressão constante: “Chegou o dia que eu tenho que explicar uma coçada de orelha. (…) Não tem ser humano que aguente.”
Atuação Apagada e Crise no Peixe
Dentro de campo, a performance de Neymar refletiu o momento instável do time. O craque teve uma atuação discreta e desperdiçou uma chance clara de gol quando a partida ainda estava empatada em 2 a 2. O Santos chegou a liderar o placar duas vezes — com gol de Gabigol e, posteriormente, de Barreal —, mas permitiu a virada do Fluminense com gols de Savarino, Castillo e, por fim, John Kennedy, aos 40 minutos do segundo tempo.
Relação Desgastada
O episódio da “coçada de ouvido” é apenas o capítulo mais recente de uma semana turbulenta. Na terça-feira, Neymar discutiu com torcedores após o empate decepcionante contra o time reserva do Recoleta, pela Sul-Americana. Já na quinta, membros de uma torcida organizada invadiram o CT Rei Pelé para cobrar elenco e comissão técnica.
Com a derrota, o Santos estaciona na 15ª posição, com apenas 13 pontos, perigosamente próximo à zona de rebaixamento. O que era para ser o “projeto de reconstrução” com Neymar agora enfrenta seu teste de estresse mais severo, onde cada gesto, voluntário ou não, vira motivo de crise.
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