A prisão foi efetuada por policiais da 35ª DP enquanto o ex-jogador participava de um churrasco na Barra da Tijuca.
O ex-jogador de futebol João Alves de Assis Silva, mais conhecido como Jô, foi preso por policiais civis da 35ª DP (Campo Grande) na tarde de terça-feira (18), no Rio de Janeiro.
O ex-atacante — que possui uma carreira de destaque em clubes como Corinthians, Manchester City e Atlético-MG, e integrou a Seleção Brasileira em 2007 — foi detido em um quiosque no Posto 5, na Barra da Tijuca, enquanto participava de um churrasco no local.
O mandado de prisão, cumprido nesta terça-feira, é referente a um processo de 2024. A dívida de pensão alimentícia que motivou a detenção atinge o valor de R$ 220.744,57.
Após ser detido, Jô foi conduzido à 16ª DP (Barra da Tijuca) para os procedimentos legais.
A Defesa de Jô: Advogado contesta prisão e alega impossibilidade de manter valor da pensão
O advogado Guilherme Motai, que representa o ex-jogador Jô, pronunciou-se em nota enviada à coluna Fábia Oliveira, contestando a prisão por dívida de pensão alimentícia. A defesa argumenta que já foram adotadas as medidas judiciais cabíveis para a situação, destacando que o problema se deve à dificuldade em manter o valor anteriormente fixado.
Segundo o advogado, uma ação revisional de pensão foi ajuizada no início de 2025 (o texto original indica 2024, mas o contexto temporal sugere uma correção para o ano em curso ou futuro, dependendo do ano da prisão – adotarei a data do texto: início deste ano) e nela foram apresentados “documentos completos que demonstram a real condição financeira do ex-atleta, incluindo extratos bancários de todas as contas” para provar a “impossibilidade de manter o valor anteriormente fixado”.
Apesar da documentação, os pedidos de Jô estariam sendo negados pela Justiça. Diante disso, a defesa protocolou um “Agravo Interno” para que a questão seja apreciada de forma colegiada pelos Desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia, recurso que aguarda decisão desde agosto de 2025.
Guilherme Motai ressaltou que a única saída viável seria a construção de acordos extrajudiciais. Ele argumenta que é fundamental que as mães “possam compreender e aceitar a realidade atual do ex-atleta e ajustar os valores dos alimentos de forma equilibrada”.
O advogado conclui lamentando a “dependência exclusiva do judiciário”, que se mostra difícil por Jô ser uma figura pública. Segundo Motai, há uma “evidente dificuldade de alguns magistrados em dissociar a imagem antiga de alta renda da condição financeira modesta que existe hoje” para decidir sobre o caso.
Leia a nota completa:
“A defesa informa que todas as medidas judiciais cabíveis já foram adotadas nos processos que tratam da redução de alimentos.
Especialmente no interior da Bahia, em que já houve reiteradas ordens de prisão, foi ajuizada no início deste ano uma ação revisional perante a Vara Única da Comarca de Itagibá, município com aproximadamente quinze mil habitantes. Desde a distribuição do processo, foram apresentados documentos completos que demonstram a real condição financeira do ex-atleta, incluindo extratos bancários de todas as contas. O objetivo sempre foi evidenciar, de maneira transparente, a impossibilidade de manter o valor anteriormente fixado.
Apesar disso, o pedido liminar de redução foi indeferido. Contra essa decisão, foi interposto agravo de instrumento perante o Tribunal de Justiça da Bahia em julho de 2025. O recurso também recebeu decisão negativa. Na mesma ocasião, foi apresentado pedido de reconsideração com exposição detalhada da linha do tempo dos rendimentos do ex-atleta desde a passagem pelo Corinthians até a atual realidade econômica. Mesmo assim, o pleito foi novamente rejeitado.
Diante desse cenário, foi protocolado Agravo Interno para que a matéria seja apreciada de forma colegiada pelos Desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia. O recurso aguarda decisão desde agosto de 2025.
Importante informar que, em todos os demais processos nos quais o ex-atleta foi citado, foram propostas ações revisionais com o mesmo objetivo de adequação à realidade financeira atual. Em todas essas ações, houve a apresentação de documentos como imposto de renda, extratos bancários completos, faturas de cartão de crédito e demais comprovantes que demonstram de maneira inequívoca a situação econômica atual. Mesmo com esse conjunto probatório consistente, os pedidos vêm sendo sistematicamente negados.
A defesa ressalta que a única via que se apresenta como real esperança de resolução é a construção de acordos extrajudiciais, nos quais as mães possam compreender e aceitar a realidade atual do ex-atleta e ajustar os valores dos alimentos de forma equilibrada. A dependência exclusiva do judiciário se mostra cada vez mais difícil, especialmente pelo fato de se tratar de uma figura pública que teve grande destaque no passado e pela evidente dificuldade de alguns magistrados em dissociar a imagem antiga de alta renda da condição financeira modesta que existe hoje.
A defesa permanece comprometida com a transparência e seguirá adotando todas as providências cabíveis para assegurar que a situação seja analisada com justiça e com base na realidade atual”.
Foto: Reprodução/Internet.
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