Flagrante de pedestre em via exclusiva para ciclistas reascende debate sobre sinalização e prioridades no trânsito da capital.
Um vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias reacendeu o debate sobre o compartilhamento de espaços públicos em Belém. As imagens registram uma corredora utilizando a ciclovia da Avenida Duque de Caxias para praticar atividades físicas, situação que gerou incômodo e reclamações por parte de ciclistas que dependem daquele trecho exclusivo para o deslocamento diário com segurança.
A repercussão nos comentários mostra uma divisão de opiniões entre os internautas. Enquanto um grupo defende que a ciclovia oferece uma superfície mais regular e segura do que as calçadas ou a pista de rolamento dos veículos, outros alertam para o perigo iminente de colisões e atropelamentos, enfatizando que o local não foi projetado para a circulação de pessoas a pé ou em atividade de corrida.
Legalmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é claro ao definir que a ciclovia é um espaço de uso exclusivo para bicicletas, sendo proibida a permanência ou circulação de pedestres, exceto para travessias ou em locais com sinalização específica de via compartilhada. Dessa forma, corredores são juridicamente equiparados a pedestres e não devem ocupar as faixas destinadas às bicicletas para a prática esportiva, sob risco de comprometer a fluidez e a segurança.
A orientação das autoridades de trânsito é que os pedestres priorizem as calçadas ou espaços de lazer apropriados para exercícios físicos. Em regiões onde a infraestrutura urbana seja limitada, recomenda-se a busca por parques ou horários de menor fluxo, mantendo sempre o respeito às normas vigentes para evitar acidentes e garantir a harmonia entre os diferentes modais de transporte e lazer na capital.







