A estreia de Cabo Verde diante da Espanha produziu um daqueles empates que raramente entram para a história do futebol, mas rendem boas histórias fora dela. O arquipélago africano tornou-se um dos poucos países lusófonos a disputar uma Copa do Mundo, reforçando um elo que atravessa o Atlântico e chega ao Brasil. Em Belém, onde junho mistura futebol, arraial e calor amazônico, a coincidência ganhou sabor extra: uma seleção que fala português encarando uma potência europeia enquanto a torcida paraense procura conexões improváveis com o Mundial. Nem todo mundo saiu falando de gols. Alguns preferiram falar de geografia. E, é claro, do goleiraço Vozinha.









