Santarém, no oeste do Pará, região do Baixo Amazonas, celebra seus 365 anos de fundação reafirmando um dos maiores patrimônios da Amazônia: o seu povo. Mais do que paisagens deslumbrantes e a famosa confluência entre os rios Tapajós e Amazonas, a cidade é feita por histórias de vida que, juntas, ajudam a escrever a trajetória da chamada “Pérola do Tapajós”.
Fundada em 1661 por missionários jesuítas, Santarém cresceu como um dos principais polos culturais, econômicos e turísticos da região Norte, mantendo viva uma identidade marcada pela diversidade de povos, saberes e tradições.
A tendência religiosa é tão grande, tão forte que a cidade abriga, hoje, a segunda Arquidiocese em solo paraense, a de Santarém, que tem como primeiro Arcebispo Metropolitano, Dom Irineu Roman, da congregação dos Padres Josefinos e que foi Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém no governo de Dom Alberto Taveira Corrêa. Tem, ainda, a festa do Çairé, que abriga traços da cultura religiosa, além do folclore e do turismo em si.
Neste aniversário simbólico, personagens conhecidos — e também aqueles que passam despercebidos na rotina da cidade — ganham destaque como protagonistas dessa história coletiva.

Personagens que representam a alma santarena
Entre as figuras que ajudam a contar a história de Santarém estão artistas, trabalhadores da orla, feirantes, pescadores e músicos. São pessoas que carregam no cotidiano a essência cultural da cidade, seja no sotaque típico, na culinária regional ou nas manifestações populares.
A musicalidade, por exemplo, é um dos traços marcantes. Ritmos como o carimbó convivem com influências modernas, refletindo a diversidade cultural local e a criatividade de seus artistas.
Além disso, histórias de superação e pertencimento também fazem parte do enredo santareno. Muitos moradores que deixaram a cidade para estudar ou trabalhar em outras regiões ainda mantêm fortes vínculos afetivos com a terra natal, reforçando o sentimento de identidade que atravessa gerações.

Trabalhadores anônimos que sustentam a cidade
Se por um lado há figuras conhecidas, por outro, há também os trabalhadores anônimos que fazem Santarém pulsar diariamente. São vendedores nos mercados, barqueiros, ambulantes e profissionais que atuam na orla, movimentando a economia local e mantendo viva a dinâmica urbana.
Essas histórias, muitas vezes invisíveis, revelam a força de uma população que constrói, com esforço e resiliência, o desenvolvimento do município.

Uma cidade que cresce sem perder suas raízes
Ao completar 365 anos, Santarém se consolida como uma das cidades mais importantes do Pará, equilibrando crescimento urbano com a preservação de suas tradições culturais e ambientais.
Entre celebrações religiosas, eventos culturais e manifestações populares, a data também é um convite à reflexão sobre o futuro: uma cidade que avança, mas que mantém suas raízes firmes na história de seu povo.
Mais do que um marco no calendário, o aniversário de Santarém é a celebração de vidas que, todos os dias, ajudam a escrever novos capítulos dessa história amazônica.
Por ROBERTO BARBOSA, da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagens: Reprodução










