O empate em 1 a 1 entre Santos e Mirassol, no último domingo (23), na Vila Belmiro, acabou em segundo plano diante das fortes polêmicas registradas durante e após o confronto. O jogo foi marcado por reclamações ostensivas do atacante Neymar contra a arbitragem de Edina Alves e por um ato de agressão vindo das arquibancadas que resultou na denúncia do Peixe ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Conforme análise de leitura labial divulgada pelo especialista Velloso, Neymar demonstrou forte irritação com a condução da partida e teria proferido palavras ofensivas contra a árbitra ao contestar faltas não marcadas. O especialista ressaltou que o estudo possui caráter técnico e interpretativo, estando sujeito a margens de erro. Além das queixas com o apito, a gravação captou o atacante questionando um pedido de troca de camisa feito por um atleta do Mirassol, classificando a atitude como “hipocrisia”.
Cusparada em jogador e denúncia ao STJD
Fora das disputas de bola, outro momento grave marcou a partida aos 25 minutos da etapa inicial, quando o lateral Reinaldo, do Mirassol, foi atingido por uma cusparada vinda da torcida santista enquanto se preparava para cobrar um arremesso lateral.
Relato em súmula e desabafo
Edina Alves registrou o incidente na súmula do jogo. Nas redes sociais, Reinaldo repudiou a atitude, classificando a situação como “nojenta e lamentável” e cobrando punições severas.
Denúncia e risco de punição
O Santos foi denunciado pelo STJD com base no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O julgamento na 4ª Comissão Disciplinar pode render ao clube uma multa de até R$ 100 mil e a perda de um a dez mandos de campo.
Em nota oficial de repúdio, a diretoria do Santos informou a abertura de uma sindicância interna e confirmou a identificação do torcedor envolvido no ato.
A soma dos episódios fez com que o tropeço dentro de casa desdobrasse em dores de cabeça disciplinares e institucionais para o clube praiano na sequência da temporada.
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