Neste Dia do Cachorro, comemorado nesta quarta-feira (26), entender a forma como os cães expressam sentimentos virou o foco de muitos tutores. Para ajudar a traduzir essa linguagem animal, a médica-veterinária Valeska Rodrigues explica que a demonstração de afeto vai muito além do tradicional balançar de rabo, envolvendo comportamentos curiosos que refletem proteção, submissão e extrema confiança.
Como os cães são altamente sensíveis ao tom de voz e à linguagem corporal humana, aprender a interpretar esses sinais ajuda a retribuir o carinho de forma adequada, fortalecendo a convivência e a amizade no dia a dia.
Sinais corporais e o clássico “roubo de roupas”
Segundo a especialista, para reconhecer a verdadeira alegria do pet é preciso observar o conjunto de atitudes corporais:
- Linguagem corporal e olhar: Quando o cachorro está feliz, o olhar afetuoso vem acompanhado de orelhas relaxadas para trás, postura leve e uma agitação voltada para brincadeiras e pedidos de afago.
- Apoio no tutor: Encostar todo o peso do corpo na perna do tutor é um sinal de segurança e também uma forma de “marcação” de território, sinalizando que aquela pessoa pertence a ele.
- Uso do olfato: Fugir com peças de roupas usadas para a caminha é uma maneira do animal se sentir protegido através do cheiro do tutor.
- Comportamento de matilha: O hábito de seguir o tutor pela casa vem da evolução da espécie, que aprendeu a acompanhar e proteger quem considera parte essencial de seu grupo.
- Presentes afetuosos: Entregar o brinquedo favorito no colo de forma calma e encostar a cabeça suavemente é uma demonstração pura de carinho, diferente da agitação de quando quer apenas brincar.
Recepção saudável versus ansiedade de separação
A hora do reencontro ao chegar em casa é um dos momentos mais expressivos da rotina. A recepção saudável conta com lambidas — que indicam vínculo social e respeito —, a postura de barriga para cima e latidos de comemoração. No entanto, a veterinária ressalta a importância de diferenciar essa festa de um quadro de estresse.
Enquanto a alegria natural dura poucos minutos até o animal se acalmar, a ansiedade de separação gera reações desmedidas. Nesses casos, o pet pode desenvolver comportamentos compulsivos, como a lambedura excessiva das próprias patas ou barriga, chegando a arrancar os próprios pelos.
Percebendo rapidamente os estados emocionais dos tutores, os cães costumam oferecer consolo em momentos de tristeza apenas se aproximando em silêncio. Para retribuir essa empatia, a orientação é dedicar tempo de qualidade, oferecer carinho e sempre respeitar o espaço do animal.





