quinta-feira, outubro 29, 2026
Desde 1876

LITERATURA – Depois do Último Beijo

Por Arnaldo Silva da Rosa

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O tempo arrasta os passos lentamente,

E a vida se demora, perde a vivacidade.

Mas, quando o amor floresce de repente,

Um simples olhar se transforma em felicidade.

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E então sonhamos: o amor é para sempre,

Que nem o tempo ousaria nos tocar;

Mesmo que o sol se despeça no poente,

E o tempo volte, apressado, a voar.

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Chorei por ti como quem perde a vida,

Como quem vê seu próprio céu ruir;

Mas mesmo a dor mais sentida…

Guarda uma força que nos faz seguir.

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Há beijos que encerram uma história,

E outros que fazem o tempo renascer;

Há sonhos que se apagam da memória,

E outros que nos ensinam a viver.

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Perder um grande amor também ensina

Que a alma tem caminhos a trilhar;

E mesmo quando a noite nos domina,

Há sempre um novo sol para brilhar.

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E quando eu pensar que tudo terminou,

E o último vestígio teu desaparecer,

Talvez eu compreenda por que o amor passou:

Não para me ensinar a morrer, mas a renascer.

*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro efetivo da Academia de Letras de Belém-PA, titular da cadeira 20.

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