Por Arnaldo Silva da Rosa
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O tempo arrasta os passos lentamente,
E a vida se demora, perde a vivacidade.
Mas, quando o amor floresce de repente,
Um simples olhar se transforma em felicidade.
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E então sonhamos: o amor é para sempre,
Que nem o tempo ousaria nos tocar;
Mesmo que o sol se despeça no poente,
E o tempo volte, apressado, a voar.
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Chorei por ti como quem perde a vida,
Como quem vê seu próprio céu ruir;
Mas mesmo a dor mais sentida…
Guarda uma força que nos faz seguir.
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Há beijos que encerram uma história,
E outros que fazem o tempo renascer;
Há sonhos que se apagam da memória,
E outros que nos ensinam a viver.
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Perder um grande amor também ensina
Que a alma tem caminhos a trilhar;
E mesmo quando a noite nos domina,
Há sempre um novo sol para brilhar.
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E quando eu pensar que tudo terminou,
E o último vestígio teu desaparecer,
Talvez eu compreenda por que o amor passou:
Não para me ensinar a morrer, mas a renascer.
*Autor é Consultor Jurídico estadual, advogado, poeta, escritor com livros publicados, membro efetivo da Academia de Letras de Belém-PA, titular da cadeira 20.








