Celebrado em 25 de julho, o Dia da Culinária Paraense homenageia uma das maiores riquezas culturais do Brasil: a gastronomia do Pará. E, para quem deseja mergulhar nessa experiência sensorial única, a Estação das Docas, em Belém, se apresenta como o principal palco onde tradição, inovação e identidade se encontram à beira da Baía do Guajará.
Ingredientes como maniva, jambu, tucupi, pimenta-de-cheiro, cupuaçu e bacuri símbolos da floresta e da mesa amazônica são os grandes protagonistas da celebração. Na Estação das Docas, esses elementos ganham vida em pratos típicos e releituras criativas, que encantam tanto moradores quanto visitantes.
Há 25 anos promovendo a cultura local, o complexo turístico vai além da beleza do pôr do sol. Ele oferece um verdadeiro festival de aromas, sabores e histórias, onde é possível degustar desde uma tradicional cuia de tacacá até pratos sofisticados como filhote grelhado com arroz de jambu e redução de tucupi, vencedor do concurso Ver-o-Peso da Cozinha Paraense.
Tradição que se reinventa
Empresárias Ruth e Michelle Xerfan, que atuam na Estação, ressaltam o compromisso com a regionalidade:
“Seguimos um conceito regional, com produtos frescos, de origem local, respeitando as técnicas tradicionais da nossa culinária para garantir sempre um sabor paraense autêntico.”
Ao lado de receitas tradicionais como o pato no tucupi e a maniçoba estrelas do Círio de Nazaré, surgem criações inovadoras como o filhote com arroz de coco e banana-da-terra empanada, o filé marajoara com risoto de maniçoba e o chamado “filhote afogado” com bechamel de jambu e arroz caiçara.
O chef Guto Resende reforça a importância de manter o sabor original, mesmo com novas roupagens:
“É um prazer transformar ingredientes conhecidos em pratos diferentes, sem perder a essência do Pará.”
Autenticidade como marca registrada
Com foco em ingredientes com denominação de origem e no fortalecimento da produção local, a empresária Glenda Alves enfatiza que a culinária paraense é também um motor da economia criativa da região:
“Valorizamos os sabores da terra e os pequenos produtores. Isso mantém viva a autenticidade da nossa gastronomia.”
Outro símbolo de identidade regional é a combinação de peixe frito com açaí, presença obrigatória nas barracas do Ver-o-Peso e cada vez mais popular entre os turistas. “A mistura surpreende e agrada. Equilibramos tradição com toques modernos”, comentam Eduardo e Aline Pontes, donos de restaurante no complexo.
As sobremesas também ganham destaque, com sabores regionais transformados em sorvetes, doces e cervejas artesanais feitas com frutas como taperebá, bacuri, muruci e aromas da floresta como a priprioca.
Sabores que representam o Pará para o mundo
Com a realização da COP 30 em Belém, em novembro de 2025, cresce a visibilidade internacional da gastronomia paraense como símbolo de sustentabilidade, biodiversidade e patrimônio cultural.
A Estação das Docas, nesse contexto, se consolida como um espaço estratégico para apresentar ao mundo os sabores e saberes da floresta amazônica.
“Neste Dia da Culinária Paraense, celebramos os mestres da cozinha, os ingredientes nativos e os sabores que atravessam gerações. O convite está aberto para que todos venham sentir o Pará com todos os sentidos”, destaca Ruan Rocha, diretor-presidente da Organização Social Pará 2000, responsável pela gestão da Estação.
Serviço
📍 Estação das Docas – Belém (PA)
🕙 Domingo a quinta: das 10h à 0h
🕙 Sexta e sábado: das 10h à 1h
Imagem: Arte Redação