Atleta, que é símbolo de resiliência, conheceu a história do primeiro brasileiro a voltar a andar com nova terapia.
A ex-ginasta Laís Souza protagonizou um momento histórico e emocionante ao conhecer pessoalmente Bruno Drummond de Freitas, o “paciente 01” da polilaminina. Bruno é o primeiro tetraplégico no mundo a recuperar os movimentos após receber a substância brasileira, que hoje está no centro do debate científico internacional sobre regeneração medular.
Do diagnóstico de tetraplegia à independência total
A história de Bruno começou com um grave acidente de carro em 2018, que resultou em fraturas na coluna (C6 e T8) e um diagnóstico de tetraplegia completa. O diferencial de sua trajetória foi a rapidez da intervenção: menos de 24 horas após o trauma, ele recebeu a aplicação experimental da polilaminina.
Os resultados foram surpreendentes. Conforme relatado por Laís em suas redes sociais:
- 3 semanas após a cirurgia: Bruno apresentou o primeiro movimento voluntário (flexão do dedão do pé).
- 2 anos de evolução: Após reabilitação intensiva, ele alcançou o ápice da recuperação.
- Hoje: Bruno é 100% independente, apresentando apenas sequelas residuais.
“Foi um prazer te conhecer, Bruno! Seu caso posiciona a ciência brasileira no centro do debate sobre regeneração medular”, celebrou a ex-atleta, que ficou tetraplégica em 2014.
Ciência Brasileira: A proteína da placenta
A polilaminina é uma descoberta revolucionária da Dra. Tatiana Sampaio, bióloga da UFRJ. Trata-se de uma proteína retirada da placenta humana que auxilia na reconexão funcional da medula. Atualmente, o tratamento está na Fase 1 de testes pela Anvisa, sendo uma esperança concreta para pacientes com lesões agudas.
Um dos momentos mais marcantes do encontro, registrado em vídeo, mostra Bruno empurrando a cadeira de rodas de Laís — um símbolo potente da inversão de um destino que, até poucos anos atrás, era considerado irreversível pela medicina tradicional.
Alerta contra golpes e desinformação
Aproveitando a visibilidade do encontro, Laís Souza fez um apelo importante para evitar que famílias em situação de vulnerabilidade sejam enganadas:
- Venda Proibida: A polilaminina não está sendo comercializada. Trata-se de um tratamento experimental em fase de estudos.
- Canais Oficiais: Interessados devem buscar informações apenas pelo SAC do laboratório Cristália ou com a equipe de pesquisa responsável.
- Cuidado com Redes Sociais: Laís alertou que a criadora da substância, Tatiana Sampaio, não possui redes sociais, desmentindo perfis falsos que tentam se passar pela pesquisadora.







