quarta-feira, março 25, 2026
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Ver-o-Peso completa 399 anos e Feirantes celebram histórias de vida

A maior feira ao ar livre da América Latina, e cartão-postal de Belém, completa, nesta sexta-feira (27), seus 399 anos de história. O espaço que abriga cerca de 2.400 pessoas, entre permissionários da Prefeitura de Belém, trabalhadores informais e ajudantes dos feirantes, revela a grandeza de quem construiu a vida em torno do Ver-o-Peso.

“Estou aqui desde a minha bisavó, Maria Laudeline. Ela comercializava ervas no chão e veio falecer com 110 anos. Mas antes disso, passou os ensinamentos para meu avô e depois para a minha mãe. Hoje estou aqui, neste espaço estruturado, comercializando o dom que eles me ensinaram, que é o de curar e de buscar coisas boas para as pessoas”, destaca a erveira Socorro Loura.

A permissionária do espaço também lembra dos aniversários do Ver-o-Peso com muita emoção. “Tenho uma neta que veio nascer justamente no dia 27 de março, dia desta feira linda que faz parte da nossa família, então é dupla comemoração. Viva o veropa!”, comemora a erveira.

A erveira Socorro Loura comemora os 399 anos do Ver-o-Peso. A permissionária conta que a bisavó já atuava na feira ainda quando não tinha infraestrutura no local.

Além das tradições das ervas, a feira é ainda um espaço de diversidade de sabores típicos da Amazônia, como frutas regionais, temperos e alimentos de origens indígenas, transformados em pratos típicos.

O tucupi, líquido amarelo retirado da mandioca, é muito procurado na barraca da dona Maria Lindalva Pacheco para a preparação dos pratos típicos da capital paraense. A feirante conta que o tucupi é comprado de produtores familiares da região e a pimenta, adquirida no próprio Ver-o-Peso. “Temos tudo aqui, um feirante ajuda o outro. Quando fiquei viúva tive que assumir sozinha as vendas com sete filhos para criar, mas graças a Deus aqui é um local maravilhoso para trabalhar e por isso não me aposentei. Não sei viver sem meu Ver-o-Peso”, conta a vendedora de 78 anos.

Vendedora de tucupi, dona Maria Lindalva, de 78 anos, diz que não quer se aposentar, pois o Ver-o-Peso é o melhor local do mundo para trabalhar.

 Reconhecimento e dignidade

A representatividade cultural, social e arquitetônica fez o Ver-o-Peso ser reconhecido e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), desde 1977. A feira, fundada em 1627, foi o ponto de partida para o Ver-o-Peso virar hoje um Complexo, composto pela feira, Mercado de Carne Francisco Bolonha, Mercado de Ferro, Solar da Beira, Pedra do Peixe e Feira do Açaí.

De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedcon), órgão municipal que administra o espaço, circulam diariamente por todo o Complexo cerca de 20 mil pessoas entre as barracas da feira, mercados anexos, lojas externas, restaurantes, lanchonetes, transportadores de cargas e embarcações, que atracam na Pedra do Peixe e Feira do Açaí.

Em janeiro deste ano, durante o aniversário de 410 anos da capital paraense, a Prefeitura de Belém entregou o Complexo Ver-o-Peso totalmente revitalizado.

A feira do Ver-o-Peso foi inaugurada em 1627 e hoje se transformou em um Complexo com 2.400 trabalhadores atuando na área.

“Comemorar os 399 anos do Ver-o-Peso com todas essas entregas de reforma dos espaços, pela Prefeitura de Belém, e as contínuas ações de ordenamento, limpeza e segurança, é oferecer à população e a todas essas gerações de trabalhadores, um local digno da potência turística, cultural e econômica que é o Complexo”, ressalta André Cunha, secretário da Sedcon.

A reforma geral e as ações contínuas de ordenamento e limpeza, pela Prefeitura de Belém, transformaram a feira do Ver-o-Peso em um local digno para a população e trabalhadores.

Fonte: Agência Belém

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