A advogada Camila Almeida Guilherme, que assumiu a defesa da empresária Daiana Schuinsekel de Almeida, afirmou em entrevista concedida à jornalista Lisa Gomes, no programa Aqui Agora, que a defesa irá se manifestar exclusivamente nos autos do processo judicial que investiga a suspeita de tortura e morte de animais para a comercialização de vídeos de violência na internet.
Durante a saída da prisão, Camila classificou o caso como “um momento bem delicado” e pediu que a investigada fosse observada “com um olhar humano”. Segundo a advogada, neste momento a estratégia da defesa será concentrar-se exclusivamente no andamento processual. “A gente vai se ater tão somente ao processo judicial”, declarou.
Questionada sobre um possível arrependimento da cliente diante das acusações, a defensora preferiu não responder diretamente. Já ao ser perguntada sobre a existência de algum transtorno psicológico que pudesse estar relacionado ao caso, afirmou: “Isso a gente deixa para os médicos”.
Daiana Schuinsekel de Almeida também evitou comentar se estaria arrependida. Em sua breve manifestação, destacou que vem colaborando com as investigações. “Eu já colaborei com a polícia, tô colaborando. Passei a senha dos meus celulares, todos os meus aparelhos”, declarou.
De acordo com a Polícia Civil, a empresária poderá responder pelos crimes de maus-tratos aos animais, zoosadismo e comercialização de conteúdo audiovisual com cenas de violência contra animais. As investigações apontam que as agressões eram gravadas e posteriormente vendidas para compradores localizados em países da Europa.
Agora, os investigadores trabalham para identificar há quanto tempo os crimes vinham sendo praticados, quantos animais teriam sido vítimas da ação criminosa e qual a quantidade de vídeos comercializados. O caso segue sob investigação.











