sábado, julho 20, 2024
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Alves pede liberdade provisória e promete não fugir da Espanha

O ex-jogador da seleção brasileira Daniel Alves pediu, nesta terça-feira (19), a Audiência de Barcelona que o deixe em liberdade enquanto se aguarda a sentença final que o condenou a quatro anos e meio de prisão por estuprar uma mulher em uma discoteca de Barcelona: “Eu acredito na Justiça. Não vou fugir.”

A 21ª seção da Audiência de Barcelona realizou nesta terça uma audiência para decidir sobre a libertação provisória do brasileiro, pedido que foi contestado pelo Ministério Público, que considera que o risco de fuga persiste, dada a sua capacidade econômica e a elevada pena imposta.

No final da audiência, Alves falou por videoconferência a partir da prisão de Brians 2, onde está há mais de um ano, e garantiu ao tribunal que pretende “chegar até ao fim” neste caso porque acredita na Justiça.

O Tribunal decidirá em breve se liberta Alves, enquanto o Superior Tribunal de Justiça da Catalunha (TSJC) tem sobre a mesa os recursos que o Ministério Público, a acusação particular exercido pela vítima e a defesa apresentaram contra a sentença que condenou a quatro anos e meio de prisão por estuprar uma jovem no banheiro da boate Sutton, em Barcelona, em 30 de dezembro de 2022.

O Ministério Público, que em seu recurso contra a sentença pede ao Tribunal que condene Alves a nove anos de prisão, pediu ao tribunal que mantenha o jogador na prisão, argumentando que ainda existe risco de fuga, se possível ainda mais após a pena, já que a pena ainda é elevada.

Alguns argumentos que também foram avançados pela acusação particular exercida pela vítima, através de sua advogada, Ester Garcia, que também destacou os recursos financeiros do réu.

No entanto, a defesa argumenta que esta capacidade econômica não é tal, dado que em consequência da sua prisão foram rescindidos os acordos de patrocínio que Alves tinha assinado com diversas marcas, perdeu o emprego no Pumas-MEX, e ainda não recolheu a quantia devida pelo Tesouro por um litígio fiscal que foi resolvido a seu favor.

A advogada, Inés Guardiola, também argumenta que Alves cumpriu um quarto da pena no dia 5 de março, de moto que, se a sentença fosse definitiva, ele poderia desfrutar de licença e até mesmo acessar o terceiro grau, que a pena imposta é muito inferior do que a solicitada pelas acusações – nove e 12 anos – e que o TSJC poderá demorar até um ano para resolver o assunto.

Como alternativas, a defesa, que no seu recurso ao TSJC volta a pedir a absolvição, aceita que seja imposta a Alves uma caução de 50 mil euros, além da retirada de passaportes e comparências semanais em um tribunal.

*EFE

Fonte: Pleno News/Foto: EFE/ Francisco Guasco

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