O inverno amazônico, marcado pelo aumento das chuvas entre os meses de dezembro e maio, exige atenção redobrada da população em áreas urbanas e rurais da Região Metropolitana de Belém. Durante esse período, cheias de rios podem alterar o habitat natural de animais peçonhentos, como serpentes, que passam a buscar locais mais secos.
A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), por meio do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Belém (Ciatox), reforça que esse cenário é sazonal e esperado nesta época do ano, o que torna ainda mais importante a adoção de medidas preventivas, especialmente em locais próximos a igarapés, jardins, áreas com vegetação densa ou entulhos.
De acordo o Ciatox, houve aumento no número de atendimentos relacionados a acidentes com serpentes nos últimos meses, com registros em Belém e nas ilhas do Combu e de Mosqueiro. Segundo a coordenadora do serviço, Shirley Dourado, os casos envolvem principalmente a jararaca, espécie comum na região. “São ocorrências típicas do período chuvoso. Por isso, a orientação é que a população redobre os cuidados e evite áreas de risco”, explica.
Atendimento e orientação à população
Os atendimentos especializados são realizados pelo Ciatox, que funciona nas dependências do Hospital Universitário João de Barros Barreto e é regulado pela Sesma. Em casos de acidentes com animais peçonhentos, a população deve procurar imediatamente os prontos-socorros de Belém, onde há disponibilidade de soro antiofídico e equipes capacitadas para o atendimento inicial e encaminhamento adequado.
“O serviço funciona por demanda. Todo acidente deve ser avaliado em um pronto-socorro, onde será definida a conduta terapêutica adequada. No inverno amazônico, é comum observar um aumento desses atendimentos, o que reforça a importância da redobrar a atenção e os cuidados”, destaca a coordenadora.
Atenção é fundamental
Entre as principais orientações estão ações simples no dia a dia, como manter quintais e calçadas limpos, evitar o acúmulo de entulho, vedar frestas em residências, usar botas em áreas de mata e redobrar a atenção ao circular por locais alagados ou com vegetação.
“Esses animais fazem parte do ecossistema e desempenham um papel importante no equilíbrio ambiental. O cuidado deve ser coletivo, com atenção aos ambientes onde há maior possibilidade de ocorrência, como rios, igarapés, jardins, trilhas e áreas abertas”, finaliza Shirley Dourado.
Fonte e imagem: Agência Belém









