sábado, junho 27, 2026
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Base Integrada Candiru apreende 61 quilos de drogas escondidos em caixa de som e malas em embarcação

Três suspeitos foram conduzidos à delegacia após agentes localizarem substâncias análogas à skank, cocaína e oxi. A ação integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, do Governo Federal

Equipes das forças de segurança que atuam na Base Integrada Fluvial Candiru, vinculada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), apreenderam, ontem, sexta-feira, 26, 61,3 quilos de entorpecentes análogos à skunk, cocaína e oxi durante fiscalização em uma embarcação que fazia a rota entre Manaus (AM) e Santarém (PA). Três suspeitos foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos.

Ao todo, foram encontrados 55 tabletes de drogas escondidos em malas e no interior de uma caixa de som, misturados à carga transportada pela embarcação. A localização do material foi possível graças ao trabalho de inteligência das forças de segurança e ao apoio do cão farejador Tupã.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ed-Lin Anselmo, destacou que os resultados reforçam a importância das Bases Integradas Fluviais no enfrentamento ao tráfico de drogas.

“Estamos nas principais rotas do tráfico nos rios, com tecnologia, inteligência e integração entre as forças de segurança para impedir que esses entorpecentes cheguem às cidades e fortaleçam a criminalidade”, afirmou.

Combate ao tráfico nos rios

Além da Base Candiru, localizada no Baixo Amazonas, o Governo do Pará mantém em funcionamento as Bases Integradas Fluviais Antônio Lemos, em Breves, entregue em 2022, e Baixo Tocantins, em Abaetetuba, inaugurada em março de 2026.

Instaladas em pontos estratégicos da malha hidroviária paraense, as três unidades já apreenderam mais de 7,5 toneladas de drogas até maio de 2026 e realizam o monitoramento de uma área superior a 260 mil quilômetros quadrados.

Tecnologia e atuação integrada

Cada base opera, em média, com 25 agentes das Polícias Civil, Militar e Federal, Corpo de Bombeiros Militar, Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), além de servidores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) e da Receita Federal.

As operações contam com sete lanchas, quatro delas blindadas, equipadas com radar e câmeras termais, capazes de atingir velocidades superiores a 60 quilômetros por hora, permitindo o patrulhamento diurno e noturno e ampliando a capacidade de identificação de embarcações e suspeitos.

As bases também dispõem de rádios marítimos e digitais, sistemas de monitoramento por câmeras, radar e plataformas de comunicação direta com as comunidades ribeirinhas, fortalecendo a atuação integrada das forças de segurança no combate à criminalidade nos rios do Pará.

Fonte e imagens: Agência Pará de Notícias

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