À medida que a COP30 se aproxima, Belém se prepara para encantar o mundo não apenas com sua biodiversidade e cultura, mas também com sua culinária singular, que agora assume um papel simbólico e estratégico no evento.
Sabor que conecta história, identidade e inovação
O coração da culinária amazônica pulsa forte no icônico Mercado Ver-o-Peso, um dos mais antigos mercados a céu aberto da América Latina. Entre barracas coloridas e cheiros intensos, pratos como açaí com peixe frito, preparados com atendimento afetivo nas bancas, contam histórias de gerações e reforçam o orgulho local.
Além dos sabores marcantes de tacacá, pato no tucupi e maniçoba, Belém também oferece iguarias como arroz de pato, pirarucu e sobremesas à base de cupuaçu e creme de tapioca, que revelam a complexidade de sua tradição culinária.
Reconhecimento internacional que reforça o propósito local
Belém ostenta com orgulho o título de Cidade Criativa da Gastronomia, conferido pela Unesco em 2015, e figura na lista da Lonely Planet como a única cidade brasileira entre os 10 destinos com melhor gastronomia do planeta em 2025.
Superando barreiras e celebrando a cultura
Recentemente, um edital da COP30 chegou a vetar pratos tradicionais como tucupi, açaí e maniçoba por razões sanitárias. A repercussão foi intensa, considerada por muitos como um ataque à cultura amazônica. Felizmente, após articulação do Ministério do Turismo e mobilização de chefs e representantes locais, os pratos foram incluídos novamente garantindo que sabores autenticamente paraenses sejam saboreados nos eventos oficiais.
Gastronomia sustentável e empoderamento local
O movimento em torno da COP30 agregou ainda mais ação ao setor gastronômico. Iniciativas como o projeto Prepara Gastronomia COP30, em parceria entre Pará 2000 e Sebrae, foram lançadas para fomentar a qualificação de pequenos negócios da alimentação, garantindo vantagens competitivas, inclusão e representatividade.
Além disso, foi desenvolvido um guia gastronômico com roteiros temáticos, como a “rota do peixe frito com açaí” e o inovador “Flor Paraense” uma combinação saborosa de peixe gratinado, arroz no tucupi com jambu, e pudim de açaí. A ideia é oferecer uma verdadeira imersão cultural aos participantes da conferência.
Belém está provando que gastronomia e identidade andam juntas e que a mesa pode ser palco de transformação, memórias e presente. Na COP30, essas delícias vão além do paladar: representam história, pertencimento e o compromisso de mostrar à humanidade como a Amazônia se preserva, encanta e alimenta.
Imagem: Divulgação Amazônia na cuia