domingo, agosto 9, 2026
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Católicos celebram o 122º Círio de Nossa Senhora das Vitórias, em Marapanim

Marapanim, no nordeste paraense, a 150 quilômetros de Belém, viveu, na manhã deste domingo, 09, Dia dos Pais, a celebração do 122º Círio de Nossa Senhora das Vitórias que tem, neste ano, como tema, “Maria, Virgem e Mãe, Esposa do Espírito Santo. As homenagens à padroeira dos católicos da terra do carimbó começaram com várias peregrinações desde a última quinta-feira. O sábado de ontem, 08, foi intenso, com a ciclo romaria e a romaria rodoviária a partir do porto de travessias de barcos para Algodoal, em Marudá. À noite, a imagem da santa, que fica o ano todo no nicho no alto da entrada da igreja matriz, foi levada, na berlinda, até a Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde permaneceu em vigília até a manhã de hoje, quando foi presidida por Padre Estanislau a missa de abertura da procissão do Círio.

A imagem da santa foi colocada solenemente na berlinda, quando começou a romaria que percorreu as principais ruas do município até voltar à Avenida Barão de Rio Branco, a principal do centro da cidade, que leva à Igreja Matriz, às proximidades da centenária igreja de São Raimundo Nonato, co-padroeiro de Marapanim.

Ao som de cânticos acompanhados por bandas de diversos locais, orações, paradas para homenagens e pregações, a berlinda seguia acompanhada pela multidão de fiéis que seguiam pagando promessas, agradecendo por graças alcançadas, renovando pedidos ou trazendo novas demandas com pedidos de graças a Nosso Senhor Jesus Cristo pela intercessão valiosa da Bem-Aventurada Virgem Maria.

TESTEMUNO DE FÉ E MILAGRE

Luciano da Costa Silva era um dos milhares de romeiros que se encontravam na romaria para pagar promessas. Ele seguiu da Ermida de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro até a Igreja Matriz de joelhos, acompanhado pela esposa, dona Silvia do Nascimento Cunha, e da filha, carregando um pé de cera e um terço que foi entregar no altar da igreja.

Segundo dona Silvia, eles moram no distrito de Camará e Luciano furou o pé com prego. Pegou tétano e ficou muito tempo hospitalizado. Os médicos diziam que iam amputar seu pé.

Dona Silvia conta que a mãe dele fez uma promessa com Nossa Senhora das Vitórias que, se ele se curasse iria de joelhos agradecer pelo milagre da cura. No dia que Luciano deixou o hospital, sua mãe teve um infarto fulminante e veio a falecer. Ele nem chegou a falar com ela, porém, hoje, e em sua memória, foi, emocionado cumprir a promessa da mãe e entregou o pé de cera e o terço.

EMOÇÃO

Na chegada da berlinda com a imagem de Nossa Senhora das Vitórias, a emoção era grande entre os fiéis. O bispo diocesano de Castanhal, Dom Manoel, aguardava a chegada ao lado do prefeito Anderson Dias e da primeira-dama Thaís Reis. Ele abençoou os fiéis em meio a aplausos da multidão e, em seguida, começou a missa de encerramento da procissão com a igreja superlotada.

A missa da noite de hoje será presidida pelo Padre Adrick, que é diocesano do Movimento Providentino.

Durante a oitava da festa haverá sempre missa com um padre convidado, no horário das 19h, seguida de noite cultural com vendas de comidas típicas, artigos religiosos e o parte do arraial montado em um espaço às proximidades do Largo-Praça Trapiche das Vitórias.

Por ROBERTO BARBOSA/Imagens: Roberto Paraguassu Penha

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