A música paraense ganhou espaço de destaque na edição 2026 do Rock in Rio. O Pará está representado na programação do maior festival de música do Brasil por quatro nomes que carregam diferentes vertentes da identidade musical amazônica: Félix Robatto, Zaynara, Joelma e Viviane Batidão.
A participação paraense começou na sexta-feira, 11, quando Félix Robatto e Zaynara subiram aos palcos da Cidade do Rock. Neste domingo, 13, último dia do festival, será a vez de duas das maiores representantes da música popular do Pará dividirem um dos principais palcos do evento: Joelma e Viviane Batidão.
O encontro está marcado para 18h05, no Palco Sunset, em um dos momentos mais aguardados da programação de encerramento do Rock in Rio. A própria organização do festival apresenta a participação como um encontro entre duas referências da música do Norte: Joelma, conhecida como Rainha do Calypso, e Viviane Batidão, reconhecida como Rainha do Tecnomelody.
Félix Robatto levou a Lambateria ao festival
A participação paraense no Rock in Rio começou na sexta-feira com Félix Robatto, que levou o projeto Lambateria ao Global Village, espaço dedicado à diversidade musical e cultural.
O show ocorreu às 15h do dia 11 de setembro, abrindo a participação paraense na segunda etapa do festival. Robatto apresentou uma proposta diretamente ligada à música amazônica, reunindo referências de lambada, guitarrada e outros elementos da música popular paraense.
A presença do músico no festival representa também a inserção de uma vertente instrumental e dançante da produção paraense em um evento de alcance internacional.
A Lambateria, projeto comandado por Robatto, tem como uma de suas características justamente a valorização da música latino-amazônica e dos ritmos paraenses, aproximando guitarrada, lambada e outras sonoridades de uma linguagem contemporânea.
Zaynara também já passou pelo Rock in Rio
Ainda na sexta-feira, foi a vez de Zaynara representar o Pará no Palco Sunset.
A cantora participou do show de Jota.pê, que convidou também a cantora Luedji Luna. A apresentação começou às 15h30 e marcou a estreia de Zaynara no Rock in Rio.
O encontro colocou a artista paraense ao lado de nomes de projeção nacional em um dos palcos mais importantes do festival.
A participação também reforçou a expansão da música produzida no Pará para além das fronteiras da região amazônica, com Zaynara inserida em uma programação que reuniu diferentes gêneros e gerações da música brasileira.
Domingo será marcado pelo encontro de duas “rainhas” do Pará
Se Félix Robatto e Zaynara abriram a participação paraense no segundo fim de semana do Rock in Rio, Joelma e Viviane Batidão serão responsáveis pelo encerramento dessa presença do Pará no festival.
Joelma sobe ao Palco Sunset às 18h05 e terá Viviane Batidão como convidada.
O encontro reúne duas trajetórias importantes da música popular paraense. Joelma construiu uma carreira de mais de três décadas e foi uma das principais responsáveis pela projeção nacional do calypso paraense. Segundo a organização do Rock in Rio, a cantora já vendeu cerca de 20 milhões de álbuns e recebeu três indicações ao Grammy Latino.
Viviane Batidão, por sua vez, é uma das principais referências do tecnomelody paraense. Sua trajetória está ligada à fusão entre batidas eletrônicas e ritmos amazônicos, em uma sonoridade que se tornou uma das marcas da música produzida no Pará.
A organização do festival resume o encontro como a união de “duas rainhas do Norte”, que dividirão o palco para levar ao público do Rock in Rio uma amostra da força da música paraense.
UM ENCONTRO QUE VAI ALÉM DO PARÁ
A apresentação de Joelma e Viviane ganha importância porque acontece no Palco Sunset, tradicionalmente marcado por encontros entre artistas e por apresentações que misturam estilos e gerações.
Neste domingo, a dupla paraense estará inserida em uma programação que inclui Carol Biazin com Joyce Alane, Marina Sena com Céu e Zara Larsson no mesmo palco. No Palco Mundo, a programação terá Ivete Sangalo, Lola Young, Halsey e Twenty One Pilots.
Assim, a participação paraense não aparece como uma presença isolada ou meramente regional. O calypso e o tecnomelody estarão inseridos na programação principal de encerramento de um dos maiores festivais de música do país.
PARÁ PRESENTE EM DIFERENTES LINGUAGENS
A participação dos quatro artistas também chama atenção pela diversidade.
Félix Robatto representa a vertente da guitarrada, da lambada e da música instrumental amazônica. Zaynara leva ao festival uma geração mais recente da música paraense. Joelma representa a trajetória de projeção nacional do calypso. E Viviane Batidão apresenta uma das expressões mais populares e contemporâneas do tecnomelody.
São diferentes momentos e linguagens de uma mesma cena musical.
O resultado é uma espécie de retrato da música paraense contemporânea dentro do Rock in Rio: da guitarra e dos ritmos tradicionais reelaborados por Félix Robatto às batidas eletrônicas do tecnomelody de Viviane, passando pelo calypso consolidado por Joelma e pela nova geração representada por Zaynara.
Agenda paraense no Rock in Rio
SEXTA-FEIRA – 11 DE SETEMBRO
15h – Global Village
Félix Robatto com a Lambateria.
15h30 – Palco Sunset
Jota.pê convida Luedji Luna e Zaynara.
As duas apresentações já foram realizadas.
DOMINGO – 13 DE SETEMBRO
18h05 – Palco Sunset
Joelma convida Viviane Batidão.
A apresentação é o último compromisso dos artistas paraenses previsto na programação do Rock in Rio 2026.
A força da música paraense na Cidade do Rock
A presença de Félix Robatto, Zaynara, Joelma e Viviane Batidão no Rock in Rio 2026 representa um dos momentos de maior visibilidade da música do Pará em um grande festival nacional.
Mais do que ocupar horários na programação, os artistas levam para a Cidade do Rock gêneros que nasceram, se desenvolveram ou ganharam identidade própria no território paraense.
Nesta noite de domingo, quando Joelma e Viviane Batidão dividirem o Palco Sunset, será também uma oportunidade de apresentar para um público de diferentes partes do Brasil e do mundo a força de duas das principais vertentes da música popular do Pará: o calypso e o tecnomelody.
E o encerramento da participação paraense não poderia ter uma combinação mais simbólica: duas artistas de gerações diferentes, mas unidas pela mesma origem e pela capacidade de transformar ritmos amazônicos em fenômenos de alcance nacional.

Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagens: Divulgação







