Em entrevista ao CNN 360°, Manuel Palacios explica que estudante memorizou questões do pré-teste e não houve comprometimento da prova. Polícia Federal investiga o caso
Em entrevista ao CNN 360°, Manuel Palacios, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) esclareceu que não houve vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, após a polêmica envolvendo a anulação de três questões do exame.
Palacios explicou que um estudante de medicina teria memorizado questões durante a fase de pré-teste do exame. “Não houve vazamento da prova do Enem. O Enem é produzido com muita segurança, com muito cuidado e ninguém teve acesso à prova antes dela ter sido aplicada nos últimos fins de semana”, afirmou.
Entenda o caso
O INEP realiza anualmente cerca de dois mil pré-testes de questões que podem ser incluídas no Enem. Segundo Palacios, o estudante investigado teria participado desse processo e memorizado aproximadamente 900 questões, das quais apenas oito apresentavam semelhanças com o conteúdo do exame deste ano.
A decisão de anular três questões foi tomada logo após a aplicação das provas de ciências da natureza e matemática, quando surgiu a suspeita de divulgação antecipada. Uma auditoria interna e investigação da PF (Polícia Federal) foram iniciadas para apurar o caso.
Medidas de segurança
Palacios ressaltou que os pré-testes são realizados em dispositivos digitais, sem acesso a material impresso. São utilizados detectores de metais e há controle rigoroso para impedir que participantes saiam com anotações ou cópias do local de aplicação.
A Polícia Federal investiga a possibilidade de o estudante ter recrutado outras pessoas para participar dos pré-testes com o objetivo de memorizar itens. O INEP garante que não há risco para os resultados do Enem 2025 e descarta a possibilidade de anulação de outras questões.
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