Planejamento estratégico prevê o mapeamento de Sistemas Agroflorestais (SAFs) e diretrizes inéditas para irrigação.
O Grupo Gestor Estadual do Plano ABC+ Pará (GGE/PA), sob a coordenação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), reuniu-se nos dias 15 e 16 de junho de 2026 para consolidar as estratégias operacionais que nortearão o plano. O documento final reflete as contribuições coletadas por meio de consultas públicas e oficinas participativas realizadas ao longo do primeiro semestre deste ano.
As propostas foram estruturadas pelas cinco Câmaras Técnicas que compõem o Comitê Gestor Estadual: Sistemas Integrados, Pecuária Sustentável, Grãos, Hortaliças e Bioinsumos, Irrigação e Transversal. O foco central é estruturar ações que alavanquem a produção sustentável no Pará, alinhando o estado às diretrizes nacionais de redução de emissões de carbono no campo.
Diagnóstico e Inovação: Mapeamento de SAFs e Política de Irrigação
Entre os destaques apresentados pela Câmara de Sistemas Integrados está o mapeamento dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) já existentes no Pará. Andrea Líbano, técnica do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), detalha a metodologia:
“A proposta é que esse mapeamento seja realizado a partir de consultas diretas às secretarias municipais, utilização de dados oficiais e integração com programas já existentes no Estado”, explicou, ressaltando que os dados darão suporte estratégico para o planejamento das próximas ações.
Já no eixo de Sistemas Irrigados, a grande meta discutida foi a criação de uma inédita política estadual de irrigação. Segundo Moisés Dias, representante da câmara, o objetivo é “estabelecer diretrizes e parâmetros técnicos capazes de desenvolver a irrigação no Estado, contribuindo para ampliar a produtividade de forma sustentável”.

Inclusão Social como Eixo Transversal
Um consenso de extrema relevância entre todas as câmaras técnicas foi a definição da inclusão social como prioridade absoluta. O plano determina que todas as ações e projetos devem, obrigatoriamente, incorporar metas para fortalecer a participação e o protagonismo de:
- Comunidades tradicionais;
- Mulheres;
- Jovens.
Próximos Passos
De acordo com o coordenador do GGE/PA e técnico da Sedap, o engenheiro agrônomo Tiago Catuxo, a participação social foi a engrenagem que garantiu a robustez do plano.
“As contribuições da consulta pública e as propostas apresentadas nas oficinas foram muito importantes e precisam ser consolidadas. O grupo gestor iniciará agora um trabalho de compilação desse material para, posteriormente, avançar na execução dos projetos”, afirmou Catuxo.
Esta etapa de sistematização consolida o Pará na vanguarda das políticas públicas voltadas à sustentabilidade, à inovação tecnológica e ao desenvolvimento de uma economia agropecuária verde e de alta eficiência.
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