segunda-feira, março 9, 2026
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Vídeo: Paratleta fala pela primeira vez após ser atropelada durante prova em Manaus

Colisão ocorreu no cruzamento das avenidas João Valério e Maceió; atleta descreve o impacto e o processo de recuperação após o susto.

A celebração do Dia da Mulher transformou-se em um cenário de horror para a paratleta Marleide Sales da Silva, de 52 anos. Medalha de ouro na categoria PCD feminina da São Silvestre 2025, Marleide foi atingida por um veículo conduzido por um motorista embriagado durante uma corrida de rua em Manaus, no último domingo (8).

O acidente ocorreu no cruzamento das avenidas João Valério e Maceió, no bairro Adrianópolis. Imagens de segurança mostram que o condutor ignorou a sinalização dos agentes de trânsito e invadiu o percurso da prova, colidindo violentamente contra a paratleta.

O impacto e a sobrevivência

Marleide, que liderava a largada no momento da colisão, relatou que foi atingida por trás e perdeu os sentidos imediatamente. “Ali eu perdi os sentidos e acordei já na ambulância. É um livramento de Deus; se eu estivesse um pouco mais à frente, ele teria atingido o meio da minha cadeira e eu não estaria viva”, desabafou em entrevista à Rede Amazônica.

A gravidade do impacto resultou em:

  • Fraturas: Quebra das duas clavículas.
  • Danos Materiais: Destruição total da cadeira de rodas de competição.
  • Perda de Autonomia: “Sendo cadeirante, só uso os braços. Agora não posso nem comer sozinha, nem levantar a colher”, lamenta a atleta.

Embriaguez e Prisão

O motorista tentou fugir do local, mas foi contido por agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) metros depois. O teste do bafômetro confirmou a embriaguez: 0,54 mg de álcool por litro de ar, índice bem acima do limite legal. Ele foi preso em flagrante e conduzido ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A defesa do condutor não quis se manifestar.

O Clamor por Justiça

A Federação de Atletismo do Amazonas (FEDAE-AM) afirmou que todos os protocolos de segurança foram seguidos e que prestou apoio imediato à vítima. Marleide, que já recebeu alta hospitalar, agora foca em uma recuperação que deve ser longa e dolorosa.

“Espero que a justiça seja feita. Que a lei seja mais severa e que este caso não seja apenas mais uma estatística”, afirmou a paratleta.

Foto: Reprodução

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