Eigon Oliver viaja com equipe de 16 profissionais para a Copa e confunde milhares de gringos na Times Square.
Para quem olha rápido nas ruas dos Estados Unidos, a estrela do Santos e da Seleção Brasileira está passeando tranquilamente por Nova York ou pela Filadélfia. Mas quem está atraindo multidões, distribuindo autógrafos e confundindo milhares de gringos é Eigon Oliver, de 33 anos. Há 14 anos trabalhando como o sósia oficial de Neymar, o influenciador digital virou uma das grandes atrações brasileiras nos bastidores da Copa do Mundo de 2026.
Com impressionantes 4,5 milhões de seguidores no Instagram, Eigon viajou para o Mundial com tudo pago por parceiros comerciais, incluindo uma grande casa de apostas. A estrutura montada para ele impressiona: uma equipe de 16 profissionais, que inclui um segurança particular, cinegrafistas e editores, o acompanha diariamente para a produção de conteúdo.
Escolta policial na Times Square e resenha em Filadélfia
Mesmo cercado por sua equipe, a semelhança física com o camisa 10 da Seleção às vezes ultrapassa os limites do controle. Recentemente, ao caminhar pela Times Square, o coração de Manhattan, um único segurança não deu conta do recado.
“Tivemos que pedir ajuda da polícia para fazer uma escolta porque a situação saiu um pouco do controle. As pessoas começaram a puxar, quase quebraram o carro em que estávamos. Foi uma loucura”, relatou Eigon.
Já na Filadélfia, o cenário foi mais descontraído. O sósia aproveitou o movimento para subir os famosos 72 degraus da escadaria do Museu de Arte da cidade (famosa pelo filme Rocky Balboa) segurando um hambúrguer e brincando com a atual situação de Neymar, que se recupera de uma lesão na panturrilha. Para Eigon, o fato de o craque original estar fora dos gramados temporariamente não atrapalha o trabalho; pelo contrário, rende novos roteiros para seus vídeos.
Trauma no Catar e a vida de “popstar”
Essa não é a primeira vez que a “Neymarmania” atinge o influenciador. Na Copa de 2022, no Catar, Eigon precisou abandonar o torneio mais cedo após sofrer com o assédio extremo de torcedores de Bangladesh, que descobriram seu hotel.
“Eu acordava, abria a janela e umas 300 pessoas estavam lá me esperando todo dia. Foi duro (…). Nesse caso aí era ter a vida do Neymar, sem poder sair para nada, mas sem ter o dinheiro dele. Voltei para o Brasil”, relembrou.
Desta vez, nos EUA, o plano é ir até o fim da competição, independente do desempenho da Seleção comandada por Carlo Ancelotti.
Alinhamento com os “Parças” e o Neymar real
Diferente do que muitos pensam, Eigon nunca passou por procedimentos estéticos para se parecer com o jogador — sua única modificação foram as tatuagens idênticas às do atleta.
O Neymar original não apenas sabe da existência de seu “dublê”, como os dois já se encontraram. Hoje, o contato de Eigon acontece frequentemente com os “parças” (o círculo de amigos do jogador) para receber feedbacks e alinhar os limites do que pode ou não ser gravado. “Sempre faço tudo com carinho e respeito, porque a minha missão é justamente aproximar a imagem dele de quem não tem a oportunidade de encontrá-lo”, pontua o influenciador.
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