Criminosos escreveram “Jesus” e “assassinos” nos muros do templo; caso é investigado pela delegacia especializada em racismo.
Após 33 anos de história e convivência pacífica, o Terreiro Nzo Mutá Lombô Ye Kayongo Toma Kwiza, localizado no bairro de Cajazeiras XI, em Salvador, foi alvo de um ataque de intolerância religiosa no último sábado (17). O muro e a entrada do templo foram pichados com as palavras “assassinos” e “Jesus”, escritas com tinta vermelha.
O crime foi percebido por volta das 7h, quando uma integrante da casa chegou ao local e alertou o babalorixá responsável. Além das mensagens de ódio, o portão de pedestres, o interfone e a caixa de correio foram cobertos pela tinta.
Resistência e Trabalho Social
Este é o primeiro ataque sofrido pelo espaço em mais de três décadas de atuação. Segundo o babalorixá Pai Mutá, o terreiro é conhecido na região não apenas pela prática religiosa, mas pelo forte trabalho social desenvolvido junto à comunidade local.
“Nossa fé resiste. Nosso sagrado não será silenciado. Buscaremos por Justiça”, afirmou o terreiro em nota oficial publicada nas redes sociais.
Investigação na Delegacia Especializada
O caso foi registrado na Decrin (Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa). As autoridades agora trabalham com os seguintes passos:
Identificação: Busca por imagens de câmeras de segurança na região de Cajazeiras XI para identificar os autores.
Contexto: Investigação se o ataque foi planejado por grupos fundamentalistas ou se foi um ato isolado.
Punição: A Polícia Civil reforçou que a intolerância religiosa é crime e que todas as medidas estão sendo tomadas para que os responsáveis sejam punidos conforme a lei.
Como denunciar
Ataques a templos religiosos e crimes de ódio podem ser denunciados em qualquer delegacia ou diretamente na Decrin. O anonimato é garantido e a mobilização da comunidade é fundamental para combater o avanço do extremismo religioso.
Foto: Redes sociais









