Pesquisa do Dieese revela que lápis de cor teve a maior alta; todos os itens da lista sofreram reajuste para 2026.
O ano letivo de 2026 ainda não começou, mas a corrida pelas papelarias já é intensa no Centro Comercial de Belém. No primeiro dia útil de janeiro, pais e responsáveis ocuparam as lojas na tentativa de escapar de reajustes que, segundo o Dieese Pará, atingem todos os itens da lista escolar, com altas que chegam a 30%.
Pesquisa e Antecipação
A estratégia de antecipar as compras tem um objetivo duplo: fugir das aglomerações típicas de fevereiro e garantir tempo para a busca pelo menor preço. O professor Deleon Silva, que percorreu três lojas diferentes acompanhado da esposa, relata que a paciência é a maior aliada. “Fazendo um comparativo, a diferença de valor é clara, especialmente em itens essenciais como os cadernos”, destacou.
O que mais subiu em 2026?
O levantamento do Dieese analisou mais de 100 produtos e o diagnóstico é unânime: não houve item que escapasse do aumento. Confira o ranking dos maiores reajustes:
- Lápis de cor: Lidera a alta com quase 32% de aumento.
- Cadernos: Variação entre 15% e 20%.
- Mochilas e lancheiras: Seguem a tendência de alta expressiva.
De acordo com representantes do comércio, o encarecimento é reflexo direto das taxas de juros, custos elevados de reposição de estoque e das complexas negociações com fornecedores nacionais e importados.
Dicas para o bolso
Diante de um cenário de inflação escolar, os consumidores de Belém estão adotando soluções criativas para fechar a conta:
- Reaproveitamento: Avaliar o que restou de 2025 (tesouras, estojos e réguas).
- Comparação de marcas: Trocar itens de personagens licenciados por opções neutras.
- Compras fracionadas: Dividir os gastos ao longo do mês para não sobrecarregar o orçamento de janeiro.
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