sexta-feira, julho 24, 2026
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 7 experiências para viver no BioParque Vale Amazônia durante as férias

Férias combinam com descanso, diversão e boas memórias para guardar. No BioParque Vale Amazônia, em Parauapebas, o passeio ganha cheiro de floresta, som de aves e encontros de perto com espécies da flora e da fauna. Entre trilhas, recintos e espaços de imersão, a visita pode virar uma grande descoberta sobre a conservação da biodiversidade amazônica e de contato com a natureza.

1. Imersão pela flora

Antes mesmo dos recintos, a floresta já dá o tom do passeio. O BioParque ocupa 30 hectares de área, em meio à Floresta Nacional de Carajás, com espécies típicas da Amazônia e circulação livre de aves, cutias e macacos nas áreas de visitação. A curiosidade é que a experiência começa pelo caminho: respirar o ar da mata, ouvir os sons da floresta e observar a vegetação também fazem parte da atração.

2. Recinto das onças-pintadas

No recinto das onças-pintadas, o público conhece o maior felino das Américas, que pode chegar a 1,90 metro de comprimento e 135 quilos. A atração ficou ainda mais especial com Xingu, sétimo filhote da espécie nascido no BioParque nos últimos 12 anos. A curiosidade é que, aos poucos, ele aprende com a mãe comportamentos importantes, como nadar, escalar, correr e afiar as unhas nos troncos.

3. Recinto dos primatas

Entre as estrelas do roteiro estão os macacos-aranha, como o macaco-aranha-de-testa-branca, espécie ameaçada de extinção e endêmica do Brasil. Eles vivem em recintos a céu aberto, em sistema de ilhas, com poleiros altos que estimulam comportamentos naturais. Uma curiosidade é a cauda preênsil, usada como um “quinto membro” para se equilibrar e se deslocar entre galhos. Por lá, também dá para conhecer Chico, um dos primatas do BioParque que vivia presa acorrentada e em casinha de cachorro e que agora está totalmente reintegrada ao comportamento da sua espécie.

4. Recinto do sauim-de-coleira

Pequeno no tamanho e enorme em importância para a conservação, o sauim-de-coleira mede cerca de 30 a 42 centímetros e pesa entre 450 e 600 gramas. No BioParque, o visitante pode conhecer Amendoim, macho da espécie que chegou em 2022, encaminhado pelo CETAS/IBAMA de Manaus, após sobreviver a um ataque de cachorro. Ele tem uma pelagem clara na cabeça e no peito lembra uma coleira. Amendoim aguarda a chegada de uma companheira para formar uma família dentro de um esforço para a preservação dessa espécie, que é dos primatas mais ameaçadas do Brasil e do mundo.

5. Viveiro de imersão

No viveiro de imersão, o visitante entra em um ambiente de 800 m² e fica no mesmo espaço de aves da fauna amazônica, como ararajubas, araras e papagaios. O local reúne dezenas de aves e permite observar cores, cantos e sobrevoos de perto. A curiosidade é que muitos animais são provenientes de tráfico ilegal e hoje têm uma segunda chance no BioParque e ajudam em ações de educação ambiental.

6. Recinto das harpias

Conhecida também como gavião-real, a harpia está entre as aves de rapina mais fortes do mundo e pode passar de 2 metros de envergadura. No BioParque, a espécie tem papel simbólico: o espaço foi pioneiro no Brasil ao reproduzir uma harpia em exibição. A curiosidade está nas garras poderosas, usadas para capturar presas como preguiças e macacos nas copas da floresta.

7. Formigueiro

Outra atração é um formigueiro, que mostra, de um jeito simples e divertido, como funciona a vida das formigas por baixo da terra. Na natureza, esses insetos ajudam a aerar e fertilizar o solo, além de participar da dispersão de sementes e da eliminação de carcaças e pragas. A curiosidade é a organização da colônia: cada grupo tem uma função, como operárias, soldados e rainha, numa verdadeira demonstração de trabalho em equipe.

O BioParque Vale Amazônia

O BioParque é um dos principais centros de pesquisa, conservação e educação sobre a biodiversidade da Amazônia na região norte do Brasil mantido há 40 quase anos pela Vale. O espaço já registrou nascimentos de diversas espécies ameaçadas de extinção, como Ararajuba, Arara-Azul, Jacupiranga, Mutum-de-Penacho, Gavião-Real, Onça-Pintada (pelagem amarela e melânica), Onça-Parda, Queixada, Caititu, Guariba-de mãos-ruivas e Anta.

Saiba como como visitar

O BioParque Vale Amazônia funciona de terça a domingo, das 9h às 16h, dentro da Floresta Nacional de Carajás, em Parauapebas. A entrada é gratuita. Como o acesso à unidade de conservação é controlado pelo ICMBio, a autorização de visita deve ser solicitada na portaria da Flona ou pelo site https://flonacarajas.com.br/. A dica é ir com roupa confortável, respeitar as regras do espaço e deixar a curiosidade e o fascínio das espécies guiar o passeio.

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